Da Vinci esboçou as leis do atrito 2 séculos antes de elas surgirem
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Da Vinci esboçou as leis do atrito 2 séculos antes de elas surgirem

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Quando se trata de gênios da humanidade, qualquer artefato possui um grande valor histórico, mesmo que, a princípio, não tenha grande valor artístico ou científico. Era isso que acontecia com um caderno de rabiscos de Leonardo Da Vinci, considerado “irrelevante”. Porém, novas pesquisas indicam que eles trazem estudos sobre o atrito! E isso em 1493 – cerca de 15 anos antes de o próprio Da Vinci descrever essa força da Física.

A História diz que foi o próprio pintor e estudioso italiano quem primeiro falou sobre o atrito, em 1508, porém, até hoje, não se sabia de onde nem quando ele tinha tido a inspiração. O professor Ian Hutchings, da Universidade de Cambridge, analisou os rabiscos do caderno de 1493 e encontrou ali os primeiros rascunhos sobre o estudo feito por Da Vinci.

A página com as inscrições chamou a atenção no começo do século 20 por conta do desenho de uma mulher com a inscrição “cosa bella mortal passa e non dura”, que significa “a beleza mortal passa e não dura”. Entretanto, as partes escritas em giz vermelho foram descritas como “irrelevantes” pelo diretor de um museu em 1920.

Página chamada de irrelevante continha avanços da Física muito antes de serem oficialmente descobertos

Da Vinci: um homem visionário

Quase 100 anos depois, Hutchings descobriu que as inscrições estão acompanhadas de figuras geométricas puxadas por um peso que paira sobre uma roldana – exatamente o mesmo estudo que é utilizado atualmente para explicar as forças do atrito. “O esboço e os textos mostram que Leonardo compreendeu os fundamentos da fricção em 1493”, diz o pesquisador.

Hutchings afirma que Da Vinci compreendia que a força de atrito atuante entre duas superfícies é proporcional à prensagem das superfícies em contato e que independe da área aparente de contato entre elas. Esses leis do atrito foram descritas com maior precisão 2 séculos mais tarde, pelo físico e inventor francês Guillaume Amontons.

O pesquisador também conclui que essa compreensão das leis do atrito ajudou Da Vinci a esboçar máquinas muito mais complexas nos 20 anos seguintes – tanto que ele trabalhou nos conceitos de rodas, eixos e polias. Essa é apenas mais uma prova de que o pintor da Mona Lisa era um homem muito além de seu tempo.

Estudos atuais são muito semelhantes aos esboços de Da Vinci

*Publicado em 28/7/2016

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