Síndrome de Burnout é reconhecida oficialmente como doença

Síndrome de Burnout é reconhecida oficialmente como doença

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o burnout na Classificação Internacional de Doenças (CID). Isso significa que ele foi reconhecido como uma condição médica. A decisão foi tomada por cientistas na Assembléia Mundial da Saúde em Genebra, realizada entre 20 e 28 de maio.

Segundo a definição da OMS, o burnout é “uma síndrome conceituada como resultado de um estresse crônico no ambiente de trabalho, que não foi administrado de modo satisfatório. Ele é caracterizado por 3 dimensões: 1) sensação de perda de energia ou exaustão; 2) distanciamento mental do trabalho do indivíduo, ou sentimento de negativismo ou cinismo relacionado ao trabalho do indivíduo; 3) queda na eficácia profissional. O burn-out se refere especificamente ao fenômeno no contexto ocupacional e não deve ser aplicado para descrever experiências em outras áreas da vida”, acrescenta ainda a definição.

Muitos fatores podem levar o indivíduo a um quadro de burnout. Entre eles, balanço inadequado entre vida profissional e pessoal, volume de trabalho excessivo, abuso de horas extras, falta de reconhecimento, pressão exacerbada etc.

Identificando sintomas de burn-out

Quem sofre um burnout pode apresentar uma série de sintomas mentais e físicos. O indivíduo passa a se sentir impotente e acorrentado pelo trabalho, além de experimentar uma crescente insatisfação e desconexão com o mundo. Sua motivação desaparece e ele passa a dúvidar da própria capacidade. Procrastinação, isolamento, consumo de álcool e drogas não são comportamentos incomuns.

O corpo também sofre com os efeitos do burnout, os sintomas podem ir da fadiga excessiva a problemas cardíacos, aumento da pressão sanguínea, dores musculares e problemas no sono. Dores de cabeça recorrentes, e queda da imunidade também são frequentes.

Imagem: Alexander Dummer via Pexels

Somente um profissional de saúde mental (psiquiatra ou psicólogo) pode diagnosticar corretamente o burnout, correlacionando sintomas, contexto de vida e momento profissional do paciente. O tratamento pode incluir medicamentos e psicoterapia. Se você já apresenta alguns dos sintomas descritos, busque ajuda profissional.

Algumas ferramentas podem ajudar a reduzir o estresse e ampliar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal (quando a situação ainda está sob controle): prática de atividades físicas, maior tempo de sono e meditação são apenas algumas delas. Claro, também é superimportante buscar melhores relações de trabalho, seja qual for a atividade realizada.

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