'Tatuagem' eletrônica elástica pode monitorar doenças do coração

No Brasil, cerca de 350 mil pessoas morrem anualmente por conta de doenças cardiovasculares de acordo com o Ministério da Saúde. No mundo, esse número sobe para 17,5 milhões, aproximadamente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que equivale a uma morte a cada 40 segundos.

Apesar de doenças hipertensivas, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e miocardiopatias serem letais há muitos anos, a tecnologia evolui para ajudar a melhorar o monitoramento desse órgão literalmente vital. Engenheiros da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, criaram um dispositivo flexível e ultrafino que pode ser usado para acompanhar o desempenho cardíaco.

A peça é do tamanho de um cartão de crédito, mais fino que um fio de cabelo humano e pode ser colado sobre a pele por longos períodos de tempo, como se fosse uma tatuagem. O dispositivo é feito à base de grafeno e pode ser colocado na pele para medir uma variedade das respostas corporais, de sinais elétricos a biomecânicos. 

Exame de eletrocardiograma tradicional. (Fonte: Saúde Business 365)

Ele mede a saúde cardíaca de duas maneiras: fazendo as leituras eletrocardiográfica e sismocardiográfica simultaneamente. A tecnologia serviria para substituir o tradicional eletrocardiograma, realizado pela máquina de eletrocardiografia, utilizada com cabos há décadas por médicos em todo o mundo. 

"Podemos obter uma visão muito maior da saúde do coração pela coleta síncrona de dados de ambas as fontes", disse Nanshu Lu, professor associado nos departamentos de Engenharia Aeroespacial e Mecânica de Engenharia e Engenharia Biomédica.

Tatuagem eletrônica ultrafina pode ajudar milhares de pessoas em todo mundo. (Fonte: UT News)

As leituras de ECG por si só não bastam para determinar a saúde do coração, mas fornecem informações adicionais quando combinadas com as gravações de sinais de SCG. Como uma forma de controle de qualidade, o SCG indica a precisão das leituras de ECG.

Os pesquisadores estão atualmente trabalhando para que o dispositivo seja capaz de transmitir as informações coletadas para um computador ou aparelho celular sem a utilização de fios. A ideia é que a “tatuagem eletrônica” forneça informações sobre a saúde do coração do paciente em tempo real. Um aplicativo para smartphones já foi desenvolvido pela equipe para armazenar os dados com segurança e também mostrar o coração batendo na tela em tempo real.

A pesquisa tem apoio da National Science Foundation, agência governamental dos Estados Unidos que promove a pesquisa e educação fundamental em campos da ciência e engenharia.

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