Por que temos alergias? Será que elas podem sumir sozinhas?

De uma hora para outra seus olhos começam a lacrimejar, o nariz entope e os espirros não param. Algumas vezes, você pode ter crises de tosse, dores estomacais, coceiras na pele e na garganta. A lista de sintomas de alergias é bastante longa — e incômoda.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população brasileira apresentam algum tipo de alergia. A líder no Brasil é a rinite alérgica, que atinge 25% da população. Em segundo lugar, vem a asma alérgica, afetando em torno de 20% das crianças e dos adolescentes brasileiros.

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Para muitas pessoas, a alergia é um problema perturbador, visto que afeta as atividades de rotina. Entretanto, é interessante observar que a maioria das reações são leves e podem ser controladas; embora as graves aconteçam eventualmente, mas são raras. Todavia, você sabe o que causa um quadro alérgico? Será que essa condição pode sumir com o tempo? Vamos falar sobre isso a seguir!

As causas das alergias

Cada pessoa tem um gatilho responsável por provocar os sintomas alérgicos. Por exemplo, os pelos de um gato, frutos-do-mar, castanhas, trigo, amendoim, pólen, entre inúmeras outras. Curiosamente, a maioria das situações que desencadeiam crises são inofensivas. Na verdade, o grande responsável pelo problema é nosso próprio sistema imunológico.

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Isso acontece por um erro básico: o sistema imunológico se confunde e começa a considerar fatores que não apresentam riscos ao organismo como uma ameaça séria. Então, ele entra em ação atacando essas substâncias, e os sintomas incômodos que surgem são resultado desse processo. A Medicina já sabe que a tendência de uma pessoa desenvolver alguma alergia começa em seus genes, ou seja, nas informações genéticas herdadas. 

Pesquisas feitas nesse sentido demonstram que filhos com um dos progenitores alérgicos têm 33% de chance de desenvolver alergias. Agora, se ambos forem alérgicos, esse percentual sobre para 70%. Contudo, para que a condição surja, é preciso haver circunstâncias adequadas que desencadeie uma reação.

Além da genética, existem outros fatores que podem estar envolvidos. Por exemplo, se você estiver com o organismo fraco, recuperando-se de uma infecção viral, e entrar em contato com um alérgeno, é muito provável que você apresente sintomas.

Por que algumas alergias desaparecem sozinhas?

Há pessoas que dizem deixar de sentir incômodos de suas alergias com passar dos anos. Quando os sintomas que acompanharam o indivíduo durante sua infância e juventude desaparecem, uma das principais razões é a dessensibilização às substâncias alérgenas. 

Em outras palavras, o organismo simplesmente deixa de reagir a elas. Isso significa que, em vez de a alergia desaparecer completamente, você está experimentando uma mudança na gravidade dela.

(Fonte:Shutterstock)(Fonte:Shutterstock)

Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro Médico Monmouth e do Lincoln Medical Center (EUA) sugere mais uma razão para a alergia sumir: devido à exposição da pessoa a pequenas quantidades do alérgeno por um longo período, ela acaba desenvolvendo tolerância. Esse processo funciona de maneira bem parecida a injeções e vacinas de tratamento para alguns tipos de alergia.

Embora a maioria dessas condições apareçam durante a infância, elas podem surgir em qualquer fase da vida. Indivíduos adultos, por exemplo, podem desenvolver uma resposta alérgica a substâncias que nunca os prejudicaram antes ou deixar de ser alérgico a outra.

Níveis de exposição também influenciam na intensidade dos sintomas

Um fator muito importante a ser considerado é a quantidade de exposição ao alérgeno. Por exemplo, alguém alérgico a castanha pode comer duas ou três sem ter nenhum sintoma, mas se comer dez pode, de repente, ter coceira na pele; portanto, a melhor forma de prevenir as alergias é evitar o gatilho.

Porém, isso nem sempre é fácil. Veja, uma pessoa que sofre de alergias sazonais não pode impedir que as estações do ano mudem ou um jardineiro com alergia ao pólen pode ter dificuldades para trabalhar. Nessas situações, vale a pena conversar com um médico para que ele crie um plano de controle. Dessa forma, você poderá entender melhor o que pode fazer para evitar o contato com a substância que desencadeia o problema, minimizando os sintomas e descobrindo quais são os medicamentos que deve usar.

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