Cutelaria: americana cria facas 'diferentonas' para chefs de cozinha

Cutelaria: americana cria facas 'diferentonas' para chefs de cozinha

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Em geral, ninguém dá muita atenção para as facas na cozinha. A única exigência é que estejam afiadas. Já os chefs de cozinha têm um cuidado e carinho especial pelas ferramentas de trabalho e, além deles, há uma americana no Brooklyn que leva as facas muito mais a sério.

Chelsea Miller é filha de carpinteiro e, como tal, aprendeu desde cedo com o pai. Na adolescência, enquanto estava no ensino médio, dividia a atenção e era também aprendiz de marceneiro e ferreiro e, no caso dela, não se aplica o ditado popular de “em casa de ferreiro, espeto é de pau”.

Adulta, quando voltou para Vermont, entrou na oficina do pai, que foi também o local no qual aprendeu muita coisa anos antes. Ela conta que as facas a acharam por acaso. “Eu estava apenas brincando com materiais que achei interessantes. Não era uma faca realmente bem feita, mas havia algo que era uma representação real de como eu era como pessoa e como artista na época”, diz.

Interessada, ela começou a criar facas em um estúdio no Brooklyn, onde mora, vendendo suas criações em mercados de pulgas. As coisas mudaram quando em 2014, Chelsea teve um perfil publicado no New York Times. A partir daí a lista de espera para conseguir adquirir uma de suas facas é de cerca de três anos. "Sempre me surpreende que não haja facas mais interessantes por aí, que as pessoas não estejam criando coisas artísticas destinadas a cortar algo", conta.

Uma das particularidades de suas criações são os materiais naturais. Para ela, quando mais velho e poeirento, melhor. Com isso, a americana cria peças “diferentonas”. Os chefs, grande parte de seu público, agradecem. "Quando você começa a perguntar sobre suas facas, os olhos mudam completamente. É uma ferramenta tão pessoal para eles”, finaliza.

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