'Indiana Jones da Arte Perdida' recupera manuscrito raríssimo

'Indiana Jones da Arte Perdida' recupera manuscrito raríssimo

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Uma das primeiras cópias da coletânea de poesias Divan, do famoso poeta persa Hafez, que tinha sido roubada foi recuperada de forma surpreendente em janeiro deste ano por um detetive de arte holandês. A venda já está agendada em um leilão no mês que vem.

O volume, confeccionado em folhas de ouro e avaliado em 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,7 milhões) foi roubado do acervo do colecionador de arte Jafar Ghazi com centenas de outros livros, fato descoberto após a morte do colecionador em 2007 na Alemanha.

A importância do livro, considerado um dos exemplares mais antigos do cancioneiro Divan de Hafez, obra popular até hoje no Irã, desencadeou uma busca que durou mais de 10 anos e culminou no oferecimento de uma recompensa no valor de 50 mil euros (R$ 285 mil) pela polícia alemã, o que chamou atenção de "Indiana Jones".

Fonte: Artnet News/Reprodução(Fonte: Artnet News/Reprodução)

Indiana Jones e a obra (quase) perdida

Arthur Brand recebeu o apelido de "Indiana Jones do Mundo das Artes" porque conseguiu localizar inúmeras obras tido como perdidas, como um par de cavalos de bronze esculpidos por Hitler e o quadro Retrato de Dora Maar de Picasso. Percorrendo os caminhos obscuros do universo das artes roubadas, Brand afirmou que já tinha sido contatado no fim de 2018 por um negociante de arte iraniano que estava colaborando com autoridades da embaixada do Irã na França interessados no paradeiro do Divan

Em uma corrida digna de um filme de espionagem, o investigador chegou até um homem em Londres (Inglaterra) que tinha adquirido o livro sem saber que era roubado. Irritadíssimo ao descobrir o fato, o comprador voou para Paris para recuperar seu dinheiro. No entanto, com muito custo, Brand convenceu o homem a entregar o manuscrito à polícia alemã. Segundo "Indiana Jones", a devolução da obra aos ladrões teria como consequências tanto o desaparecimento (talvez para sempre) da obra como a incriminação do colecionador, até então vítima de um golpe.

Em 10 de março, os herdeiros de Ghazi anunciaram o leilão do manuscrito pela Sotheby's de Londres em 1º de abril. Mas o evento, marcado como lote 23, não deverá ocorrer por enquanto, em virtude da pandemia global do novo coronavírus. 

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