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Filmes inesquecíveis que marcaram os 125 anos do cinema

Em 28 de dezembro de 1895 aconteceu nos fundos de um tradicional café parisiense a primeira exibição pública de imagens em movimento. A gravação, com cerca de 60 segundos, foi produzida pelos irmãos Louis e Auguste Lumière e recebeu o nome de A Chegada do Trem na Estação (L’Arrivée d’un train en gare de La Ciotat).

É por isso que a data é um marco importante para o cinema, que completa 125 anos em 2020.

Para celebrar, o Telecine criou o Festival 125 Anos de Cinema, com grandes clássicos do cinema mundial para sua plataforma de streaming. A seleção estará disponível entre dezembro de 2020 e junho de 2021, oferecendo diversas categorias com 382 títulos para assistir.

Confira o que você pode aproveitar no Festival 125 Anos de Cinema se assinar o streaming do Telecine. Vale lembrar que o aplicativo oferece 30 dias grátis para novos assinantes. 

Mulheres pioneiras do cinema

Mulheres pioneiras do cinema

O cinema foi impactado pela participação de diversas mulheres que se tornaram pioneiras na Sétima Arte. Entre elas, podemos citar Germaine Dulac, diretora, roteirista, produtora e crítica de cinema francês responsável por obras como O Cigarro (1919) e A Sorridente Madame Beudet (1923), ambos disponíveis no Festival 125 Anos de Cinema do Telecine Play.

Outros nomes importantes para a indústria cinematográfica são Lois Weber (diretora, produtora, roteirista e atriz), Alice Guy-Blaché (cineasta e roteirista) e Olga Preobrazhenskaia (diretora e atriz). Vale a pena pesquisar e conhecer o impacto dessas mulheres no cinema.

No Brasil, Cléo de Verberena é considerada a primeira mulher a dirigir um longa-metragem no país: O Mistério do Dominó Preto (1931), também estrelado por ela. A pioneira chegou a fundar um estúdio em São Paulo, o Épica Filmes, em parceria com o marido César Melani. O segundo filme dela, Canção do Destino, nunca ficou pronto.

Era de ouro de Hollywood

Era de ouro de Hollywood

Durante a conhecida Era de Ouro, o cinema norte-americano foi dominado por estúdios que disputavam contratos exclusivos com grandes estrelas. O resultado foi uma batalha entre gigantes na corrida pelo prestígio da indústria que dava seus primeiros passos. Entre os filmes que podem ser mencionados para representar a época, estão Scarface: a Vergonha de uma Nação (1932) e A Felicidade não se Compra (1940).

O período se estendeu entre as décadas de 1920 a 1960, tendo seu apogeu na década de 1940, no pós-Segunda Guerra. Paramount, Fox e Columbia Picture foram alguns dos estúdios que surgiram e estabeleceram novas dinâmicas de mercado, como contratos longevos com atores, salários milionários, esquemas de créditos em filmes e outros.

Foi também nesse tempo que surgiu o cinema falado — O cantor de Jazz, o primeiro a trazer essa inovação, teve sua estreia em 1927. Em uma resposta aos protestos contra a suposta crescente promiscuidade nos filmes, surgiu o Código Hays, que ditava quais temas não poderiam ser abordados e exigia que as produções tivessem um certificado de aprovação antes de irem para a salas de cinema.

Western

Western

O Homem que Matou o Facínora (1962) é um clássico do western, considerado um estilo cinematográfico hollywoodiano por excelência e que ajudou a solidificar a hegemonia do cinema com o universo mítico do Velho Oeste, dos bandidos parte de minorias e dos mocinhos na figura do cowboy, tendo John Wayne como um de seus maiores representantes. Matar Ou Morrer (1952) é outro bom representante do gênero.

Por aqui, também é conhecido como faroeste, em uma combinação das palavras “far” (longe, em inglês) e “oeste”. Porém, seria um absurdo dizer que o western nasceu nos cinemas, pois a literatura já abordava essa temática muito antes de surgir a tecnologia das telonas. Nomes como Karl May, Zane Grey e Max Brand são exemplos famosos de autores que produziram romances do estilo, caracterizado por diálogos curtos e centralidade em ações que ocupavam a maior parte da história.

Nouvelle Vague

Nouvelle Vague

A expressão francesa faz referência ao movimento artístico que levou às telas filmes de juventude política, idealista, sonhadora e cheia de histórias. Essa fase redefiniu radicalmente padrões e maneiras de filmar e de compreender o cinema. La Pointe Courte (1955) e Os Pivetes (1957) são bons representantes do movimento.

Nouvelle Vague pode ser traduzido como Nova Onda e compreende uma série de filmes lançados nas décadas de 1950 e 1960. A expressão foi oficialmente cunhada por Françoise Giroud em 1958 na revista L’Express ao fazer referência a novos cineastas franceses.

As primeiras produções do gênero eram caracterizadas por baixo orçamento, já que não havia apoio financeiro para os diretores. Boa parte dos filmes que ganharam o rótulo era comandada por autores jovens que estavam unidos por uma vontade comum de transgredir as regras normalmente aceitas no cinema comercial.

Cinema novo brasileiro

Cinema novo brasileiro

É muito provável que você esteja familiarizado com títulos como Tropa de Elite (2007) e O Auto da Compadecida (2000). Algumas produções brasileiras se tornaram responsáveis pelo paradigma atual da produção cinematográfica, na fase que conseguiu lançar diversos novos nomes e resgatar veteranos do cinema nacional. Com a retomada, a produção brasileira foi capaz de fomentar a criação local, recolocar-se no mercado e alçar voos altos em premiações internacionais.

A expressão Cinema Novo existe e define, mais especificamente, a produção cinematográfica dos anos 1960 e 1970. Os filmes dessa época se destacam pela dura crítica à desigualdade social que se tornou cada vez mais proeminente no período.

Pode-se dizer que os filmes listados pelo Telecine nessa categoria são frutos desse movimento e poderiam deflagrar uma nova fase do Cinema Novo brasileiro. As produções do gênero também são caracterizadas pelo desprezo ao neocolonialismo, o sistema capitalista e as convenções de Hollywood.

Anos 1980

Anos 1980

Depois de 1 década de conflitos sociais e crise econômica, os Estados Unidos entraram nos anos 1980 com estabilidade financeira e esperança no futuro, o que resultou em filmes otimistas e patrióticos. Outro fenômeno do período foi a valorização dos adolescentes suburbanos de classe média, que acabaram sendo um espelho para jovens de todo o mundo.

Clássicos como De Volta Para O Futuro (1985) e Top Gun — Ases Indomáveis (1986) pertencem ao período que trouxe excelentes produções.

O cinema dos anos 1980 também foi marcado pelas experimentações. Os efeitos especiais começaram a surgir, novas temáticas apareceram nas telonas, como comédias e ficção científica, e diversos atores e atrizes iniciaram a carreira. A época foi tão marcante para a indústria cinematográfica que até hoje diversos produtores exploram a temática em filmes e séries.

Cinema americano contemporâneo

Cinema americano contemporâneo

Pulp Fiction — Tempo De Violência (1994) e Quero Ser John Malkovich (1999) representam muito bem o que é chamado de cinema americano contemporâneo. Nos anos 1990, houve forte influência da popularização de uma linguagem mais jovem na TV e no home video. Mais uma vez, a lógica de grandes estúdios lançando produções caras dava sinais de desgaste, então o cinema independente começou a ganhar espaço, principalmente pelo baixo custo das produções e por não precisar se adaptar às regras do mainstream hollywoodiano.

As novas tecnologias também favoreceram os grandes estúdios, que puderam apostar nisso para se manterem vivos. Trilha sonora digital, som estéreo, computação gráfica para efeitos especiais e outras técnicas surgiram e foram constantemente aprimoradas para a chegada do cinema moderno.

Trilhas sonoras incríveis

Trilhas sonoras incríveis

A trilha sonora de uma produção cinematográfica pode ser tão emocionante, essencial ou memorável quanto qualquer diálogo ou performance de ator. Uma boa produção de som costuma transcender o filme em que apareceu, seja uma faixa gravada anteriormente por um artista, seja uma canção original que se torna um hit por muito tempo. A franquia de Indiana Jones e Tubarão (1975) são bons exemplos de longas reconhecidos pela trilha sonora incrível.

Vale ressaltar que um filme com uma boa trilha sonora não precisa, necessariamente, flertar com o gênero musical. Os dois exemplos citados mostram isso muito bem, já que a temática está longe de ser as canções, e sim os efeitos sonoros muito bem explorados.

Grandes diretores

Grandes diretores

Alfred Hitchcock e Pedro Almodóvar são apenas dois dos grandes diretores que marcaram a indústria cinematográfica. Quando pensamos em um filme, é normal lembrarmos dos atores, das tramas, dos efeitos especiais e da trilha sonora, mas é o diretor o responsável por juntar tudo isso e produzir um longa que vai ficar para a história.

Hitchcock dirigiu filmes como Psicose (1960), Frenesi (1972), Sabotador (1942), A Sombra de uma Dúvida (1943) e Festim Diabólico (1948). Já Almodóvar dirigiu Carne Trêmula (1997), A Lei do Desejo (1987), De Salto Alto (1991) e Dor e Glória (2019).

Muitos outros grandes diretores poderiam ser mencionados aqui, mas vamos atiçar sua curiosidade convidando-o para conferir a lista preparada pelo Telecine.

Melhores efeitos especiais

Melhores efeitos especiais

Desde os anos 1970, os efeitos especiais têm sido quase indispensáveis na cultura pop e nos filmes. Nos últimos anos, houve um grande salto tecnológico no cinema, o que contribuiu para o lançamento de diversos filmes com efeitos realmente impressionantes. As Aventuras de Pi (2012)Jogador Nº 1 (2018) representam muito bem essa categoria com cenas de tirar o fôlego.

Também não é possível falar de efeitos especiais sem mencionar as animações, afinal foi esse estilo que ajudou a elevar ainda mais o patamar das produções cinematográficas no que diz respeito às técnicas empregadas para deixar os filmes cada vez mais realistas.

Toy Story (1995), Divertida Mente (2015), Procurando Nemo (2003) e Up: Altas Aventuras (2009) são consideradas as melhores animações de todos os tempos. E como não mencionar os grandes estúdios que trabalham com esse gênero, como Pixar, DreamWorks e Walt Disney?

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