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6 contos de fadas com lições de moral que deveríamos aprender

Muitas pessoas podem acreditar que fábulas e contos de fadas são voltados apenas para crianças, mas a realidade é que algumas dessas histórias possuem lições que podem ser extremamente benéficas para os adultos também. Pensando nisso, separamos seis delas que trazem advertências importantes para a sociedade moderna:

1. Os Três Porquinhos

Nesta fábula muito popular temos três irmãos suínos construindo casas com materiais diferentes e o Lobo Mau com um fôlego de causar inveja em atletas olímpicos.

A lição, além do fato óbvio que gravetos e palha não servem para construir uma boa casa, é evitar a preguiça. O autocuidado é algo que precisa de esforço contínuo, é preciso encontrar um momento para se exercitar, alimentar-se de forma apropriada e também nutrir a mente com leituras que sejam mais longas do que apenas um post em mídias sociais.

(Fonte: Wikipedia/L. Leslie Brooke/Reprodução)(Fonte: Wikipedia/L. Leslie Brooke/Reprodução)

Tudo isso pode parecer difícil na rotina acelerada do mundo moderno, que leva muitas pessoas a trabalharem por horas a fio sentadas na frente de um computador, mas tirar um tempo para cuidar do seu bem-estar já foi comprovado ser extremamente benéfico. Afinal, quando o grande "lobo" assustador na forma de problemas de saúde e outros males chegar soprando em sua porta, é preciso ter uma proteção com a solidez de tijolos para poder evitá-lo.

2. Chapeuzinho Vermelho

Uma garota ingênua, uma simpática vovozinha, um lobo com habilidades duvidosas de disfarce e um caçador pronto para salvar o dia.

A lição deste conto para o mundo moderno talvez seja uma das mais importantes, principalmente nos tempos de pandemia: não acredite cegamente em tudo que você lê ou ouve. 

(Fonte: Wikipedia/Jessie Willcox Smith/Reprodução)(Fonte: Wikipedia/Jessie Willcox Smith/Reprodução)

Com os adventos atuais da internet, temos acesso a diversas fontes de informação. Mas é necessário ter um pensamento crítico, avaliar os conteúdos que estão sendo disponibilizados, principalmente para evitar cair nas famosas fake news. Afinal, quantas pessoas vacinadas recentemente realmente viraram jacarés, não é mesmo?

3. O Jovem Pastor e o Lobo

A famosa história do garoto pastor que adorava pregar peças nos habitantes de seu vilarejo até o dia que o problema era real e ninguém acreditou nele.

A moral moderna desta fábula talvez esteja muito associada com a da Chapeuzinho. Afinal, para quem alguém possa cair ingenuamente em conteúdos falsos, outra pessoa precisa propagá-los primeiro.

(Fonte: Wikipedia/Francis Barlow/Reprodução)(Fonte: Wikipedia/Francis Barlow/Reprodução)

Isso acaba causando uma confusão na mente da sociedade moderna, que por ter ouvido tantas mentiras ao longo dos anos, pode desacreditar na gravidade de algumas verdades. 

Além disso, a histeria que o menino causou na população local toda vez que mentia, serve como um reflexo do pânico que certas informações incorretas propagadas sem parar podem acarretar muitos indivíduos, levando a comportamentos irracionais e cheios de ódio, como a xenofobia sofrida por muitos asiáticos e descendentes desde o começo da pandemia.

4. O Patinho Feio

Um ovo de ganso que acaba sendo chocado por uma pata por acidente, fazendo com que o filhote seja tratado literalmente como um estranho no ninho, excluído pela própria mãe e irmãos, obrigado a fugir e passar por maus bocados até encontrar sua família de verdade.

(Fonte: Wikipedia/Vilhelm Pedersen/Reprodução)(Fonte: Wikipedia/Vilhelm Pedersen/Reprodução)

Acho que nem é preciso explicar muito sobre a aplicação moderna da lição desta fábula certo? Odiar uma pessoa, ou tratá-la mal, porque seu sexo, cor de pele, orientação sexual, peso, cultura ou religião são diferentes do que você esperava não só prova um nível de intolerância assustador, como uma completa falta de empatia.

O mundo é repleto de diferenças, e aqueles que não conseguem aceitá-las acabam se mostrando tão cruéis e míopes como a malvada mãe do "patinho" que não tinha nada de feio.

5. O Flautista de Hamelin

O prefeito de uma cidade infestada por ratos contrata o serviço de um flautista com habilidades especiais, mas quando o contratado finalmente termina a tarefa, o outro homem se recusa a pagá-lo. Tomado pela raiva, o músico então usa seus poderes para hipnotizar todas as crianças do local, e a história termina com elas nunca sendo vistas novamente, ou se afogando no rio, o mesmo modo como os roedores morreram.

A lição pode parecer simplesmente ser cumprir sua parte em um trato, mas na realidade é algo mais profundo e importante para os tempos modernos: todas as ações têm consequências.

(Fonte: Wikipedia/Augustin von Moersperg/Reprodução)(Fonte: Wikipedia/Augustin von Moersperg/Reprodução)

Nos últimos anos, vimos situações que deixaram essa moral bem clara. Casos de abusos sexuais cometidos por atores que acabaram com as carreiras arruinadas, figuras proeminentes que postaram informações falsas nas mídias sociais e foram "canceladas", e até mesmo violência extrema de policiais que acabou viralizando na internet, causando repúdio e uma revolta mais do que compreensível.

Todos os nossos atos geram consequências, e mesmo aqueles que acham que estão acima delas podem acabar descobrindo sua gravidade em algum momento.

6. As Roupas Novas do Imperador

Um bandido com muita lábia finge ser um alfaiate e convence o Imperador de suas habilidades de criar um tecido que apenas os inteligentes podem ver. 

A figura real acaba saindo pelada na rua, pois nem ele e nem seus nobres súditos queriam admitir que não estavam vendo as vestes criadas pelo larápio. Apenas quando uma criança grita que o soberano está nu que as outras pessoas passam a admitir que também não conseguem ver o novo traje do Imperador.

(Fonte: Wikipedia/Bertall/Reprodução)(Fonte: Wikipedia/Bertall/Reprodução)

A moral moderna aqui é não permitir que a opinião pública impeça de falar a verdade ou fazer a coisa certa. Ao presenciar uma cena de violência doméstica, uso excessivo de força policial, abuso ou outros problemas, muitos tendem a virar o rosto e fingir que não viram anda, ou até mesmo serem coniventes com a situação.

É preciso ter uma percepção e consciência das questões relativas à justiça social e racial, e compreender que, de certa forma, elas afetam todos nós, mesmo variando nos graus de intensidade.


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