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Como os assassinatos de presidentes mudaram os Estados Unidos?

Entre 1881 e 1963, o cargo de presidente dos Estados Unidos foi manchado pelo sangue de 4 políticos que ocuparam a posição e foram brutalmente assassinados ainda em exercício.

Entre esses nomes famosos e relevantes para a história mundial, apenas Andrew Jackson, que esteve à frente do país entre 1829 e 1837, conseguiu sobreviver a uma grave tentativa de assassinato, ocorrida em janeiro de 1835.

Ali, no entanto, começava a "onda" de assassinatos de presidentes em exercício, que não só chocaram o mundo como também mudaram completamente a história dos EUA.

O primeiro a morrer

(Fonte: Reddit/Reprodução)(Fonte: Reddit/Reprodução)

Em 2 de julho de 1881,  fazia apenas quatro meses que James A. Garfield estava na presidência do país quando foi alvejado por dois tiros, no braço e nas costas, ao entrar na antiga estação ferroviária de Baltimore e Potomac, em Washington.

Seu assassino foi Charles Guiteau, um advogado fracassado e mentalmente instável, que perseguiu Garfield por semanas porque acreditava que o presidente lhe devia um cargo político. Ele foi preso assim que cometeu o crime, e executado por enforcamento em 30 de junho de 1882, após um breve julgamento.

Até lá, Garfield já havia sucumbido à extensão dos ferimentos causados pelos disparos e a falta de antibióticos e práticas higiênicas na medicina rudimentar da época.

(Fonte: Wikipedia/Reprodução)(Fonte: Wikipedia/Reprodução)

Sua morte rapidamente mudou o sistema de patrocínio político, levando à Lei de Reforma do Serviço Civil, desenvolvida por George H. Pendleton e instaurada por Chester A. Arthur (sucessor de Garfield), que estabelecia que cargos no funcionalismo do governo federal deveriam ser preenchidos na base do mérito e não por filiação partidária. 

Isso porque Guiteau havia escrito um discurso em nome de Garfield que teria sido decisivo para sua posse como presidente. Contudo, o discurso foi amplamente ignorado pelo político, porém o assassino foi tomado pela ilusão de que a vitória na campanha política havia acontecido pelas suas palavras.


O segundo a morrer

(Fonte: Wikiwand/Reprodução)(Fonte: Wikiwand/Reprodução)

Era 6 de setembro de 1901 quando Leon Czolgosz surgiu em meio à multidão de visitantes que cumprimentavam o presidente William McKinley, na Exposição Pan-Americana em Buffalo (Nova York), e efetuou dois disparos contra o abdômen do homem.

Seu assassino, que havia levado o revólver enrolado em um lenço, era um autoproclamado anarquista, linchado pelas pessoas após o ataque que ceifou a vida de McKinley após 8 dias de sofrimento, em 14 de setembro daquele ano.

(Fonte: History/Reprodução)(Fonte: History/Reprodução)

Após ser preso, julgado e condenado em 24 de setembro, um mês depois, Czolgosz foi executado na cadeira elétrica sob suas últimas palavras: "Não lamento pelo meu crime. Não pude ver meu pai."

O assassinato do presidente levou à imediata criação do moderno Serviço Secreto dos EUA, como parte do Departamento do Tesouro, criado para investigar moeda falsificada. Até aquele momento, a segurança presidencial era considerada frouxa e fragmentada.

O terceiro a morrer

(Fonte: Brasil Escola/Reprodução)(Fonte: Brasil Escola/Reprodução)

Em 15 de abril de 1865, faltavam exatamente 5 dias para o fim da insípida Guerra Civil terminar nos EUA após 4 anos de mortes e desespero, então o presidente Abraham Lincoln e sua esposa foram ao Ford Theatre naquela noite para assistirem à peça Our American Cousin.

No meio da apresentação, o ator frustrado John Wilkes Booth, então com 26 anos e simpatizante dos Confederados e supremacista branco, invadiu o camarote do presidente e efetuou um disparo mortal contra sua cabeça. Lincoln não resistiu aos ferimentos na Casa Petersen, do outro lado da rua do teatro, falecendo às 7h22 da manhã seguinte.

(Fonte: ListeList/Reprodução)(Fonte: ListeList/Reprodução)

Em 26 de abril, após ser encurralado em um celeiro forra do vilarejo de Port Royal, em Virgínia, Booth foi morto por soldados do Exército dos Estados Unidos ao se recusar a se render. O ator fracassado havia planejado de assassinar o presidente para salvar os Estados Confederados.

Andrew Johnson, que assumiu o cargo, presidiu o período de Reconstrução do país. Ele, um congressista e ex-proprietário de escravos do Tennessee (único senador do Sul a permanecer fiel à União durante a Guerra Civil), encabeçou medidas brancas na readmissão dos estados do sul à União, defendeu os direitos dos estados, concedeu anistia à maioria dos ex-confederados e permitiu que o Sul elegesse novos governos — endossando a promulgação dos "códigos negros" que enraizaram a segregação racial.

O quarto a morrer

(Fonte: Telegraph/Reprodução)(Fonte: Telegraph/Reprodução)

Em 22 de novembro de 1963, Lee Harvey Oswald atingiu John F. Kennedy com um tiro no pescoço e na nuca do prédio Texas State Book Depository, durante um cortejo de carro aberto que o presidente fazia pelas ruas do centro de Dallas. Kennedy morreu ainda no local, enquanto Oswald fugiu e foi morto a tiros em rede nacional por Jack Ruby, dois dias após o atentado.

(Fonte: Pinterest/Reprodução)(Fonte: Pinterest/Reprodução)

Antes de morrer, Kennedy havia proposto uma legislação considerada "controversa" porque tornava ilegal a discriminação com base em raça, religião, sexo ou nacionalidade. A moção havia parado no Congresso e, com o assassinato do chefe de Estado, a dinâmica política do movimento pelos direitos civis mudou completamente.

Lyndon B. Johnson, vice-residente, aproveitou a manifestação nacional de simpatia após a morte de Kennedy para promover a histórica Lei dos Direitos Civis de 1964 e Lei dos Direitos de Voto de 1965, que ajudaram a acabar com a segregação racial e forneceram maior proteção ao eleitorado negro do país.

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