Do LP ao streaming: como o consumo de música evoluiu até hoje?

A música não apenas é uma forma de expressão artística dos seres humanos, como também faz parte de muitos elementos do nosso cotidiano. Seja naquela canção predileta que toca em todas as manhãs no rádio ou aquela trilha sonora marcante de um filme espetacular, sempre acabamos envolvidos no mundo musical.

Entretanto, a maneira como consumimos música sofreu drásticas transformações com o passar das décadas. Inegavelmente, nossos avós não só tinham outras preferências de gênero como também utilizavam outras ferramentas para “acariciar” os ouvidos. Então, vamos embarcar em uma jornada de conhecimento na história da música.

A invenção do fonógrafo

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Tudo começa quando Thomas Edison, um dos inventores mais renomados de todos os tempos, decide criar o fonógrafo. Antes de 1877, a única forma dos ouvintes conseguirem escutar suas músicas favoritas era se alguém estivesse tocando ao vivo.

Portanto, pode-se afirmar que o fonógrafo teve um papel essencial na transformação do consumo de canções. Essa máquina conseguia gravar as notas musicais e reproduzi-las através de uma agulha. Essa agulha criaria entalhos em um disco, que posteriormente poderia ser “lido” e transmitir som por meio da tradicional corneta no topo da ferramenta.

O cilindro fonográfico, feito de cera, era uma das formas mais antigas de armazenamento de música. Em 1890, acabou sendo substituído pelos gloriosos discos de vinil, cujo uso é feito até hoje. Essa mudança também foi importante pela possibilidade de gravar músicas mais longas no vinil, o que originou o nome long-playing (LP).

Chegada do rádio

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Apesar das tecnologias de rádio já existirem há tempos, demorou para que as estações passassem a transmitir músicas. Estima-se que as primeiras transmissões tenham sido feitas por uma rádio universitária de San José, nos Estados Unidos, entre 1912 e 1917. Mesmo assim, as transmissões diárias de canções só foram ocorrer mais tarde.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o governo norte-americano interrompeu todas as transmissões de rádio amador, o que significa que muitas rádios encerraram suas atividades e outras permaneceram exibindo apenas uma programação musical. Após o fim do conflito armado, mais estações musicais passaram a pipocar pelo país.

Foi através desses modelos de transmissão que muitos artistas ganharam reconhecimento nacional e puderam expandir seu trabalho. Logo, o cenário musical foi crescendo e a música ganhou ainda mais relevância no cotidiano das pessoas.

Fita cassete

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Em 1958, a empresa RCA mudaria o futuro do consumo da música ao introduzir o conceito da fita cassete. As fitas magnéticas ofereciam uma opção muito mais simples para as pessoas gravarem suas músicas favoritas em um objeto e depois evoluíram para uma versão mais portátil que poderia ser usada em dispositivos menores.

Foi nessa época que as primeiras canções em alta qualidade passaram a ser gravadas em fita para uso caseiro. Em 1964, a indústria musical passou a produzir fitas com capacidade para gravar até oito canções. A introdução de sistemas de rádio que eram compatíveis com as fitas cassete nos carros dos anos 60 e 70 fez com que esse produto se tornasse um sucesso.

Já em 1979, surgiu o queridinho da galera: o walkman. Esse dispositivo portátil poderia ser levado no bolso e havia compartimento para a reprodução de uma fita cassete, com o som saindo através de fones de ouvido. Tão logo, a música se tornou algo pessoal e que poderia ser levada para todos os cantos.

Era digital

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Apesar das gravações digitais terem começado a existir na década de 1960, os primeiros discos compactos (CDs) comerciais só foram aparecer de verdade em meados dos anos 1980. Nessa época, os discos foram padronizados e as empresas passaram a ter mais facilidade em fabricá-los em larga escala.

Enquanto as fitas eram lidas mecanicamente, os CDs usavam um laser para decodificar o conteúdo armazenado neles. Isso representou um grande salto tecnológico na indústria. Em 1991, o álbum The Visitors, do grupo musical ABBA, tornou-se o primeiro álbum popular a ser gravado em CD.

O formato mostrou-se dominante até o início dos anos 2000. Apesar de os LPs ainda serem marcantes para os fanáticos pelo vinil, a habilidade do CD de atenuar o som do arranhão criado pelas agulhas fez com que ele conquistasse muitos fãs ao redor do planeta. 

Pode-se dizer que o CD também foi “pai” para outros formatos, como o Video CD, Super Vídeo CD, Foto CD, DVD, HD DVD e o Blu-Ray.

Popularização do MP3

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Por volta de 1995, o engenheiro elétrico Karlheinz Brandenburg e o grupo de padronização musical global Motion Picture Experts Group (MPEG) desenvolveu um marco para a música: o MP3. Esse novo formato possibilitaria a produção da música inteiramente em plataformas digitais e em alta qualidade.

Entretanto, havia o medo de que essa invenção poderia arruinar a indústria por completo, visto que as pessoas poderiam aprender a decodificar as canções e distribuí-las sem direitos autorais. Nessa época, programas de compartilhamento de arquivos tornaram-se grandiosos e a pirataria passou a reinar.

LimeWire, Kazaa e Ares eram alguns dos programas populares de compartilhamento P2P. Porém, logo as gravadoras passaram a entrar com ações na justiça e conseguiram encerrar as operações desses programas. Esse formato, no entanto, existe até hoje com o BitTorrent. 

Esse período também popularizou os primeiros aparelhos de MP3 e os famosos iPods, da Apple, criando uma maneira digital para a reprodução portátil de música. 

Tempos modernos e streaming

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Ao contrário do que muitos acreditavam, o compartilhamento das mídias em .mp3 não acabou com a indústria da música, mas revolucionou a maneira como as pessoas enxergavam o consumo musical. Por que pagar caro em um disco se posso obtê-lo gratuitamente na internet?

Por mais que isso removesse uma parcela de renda das gravadoras e artistas, a difusão em massa das canções fez com que diversos grupos se tornassem incrivelmente populares não apenas nacionalmente, como também para públicos internacionais.

Então, muitos passaram a perceber que isso poderia ser usado como uma estratégia de marketing das bandas e o déficit da venda de discos foi substituído por outras fontes de renda. Nesse mercado, surgiram as plataformas de streaming, que ofereciam aos grupos musicais a possibilidade de conservar seus direitos autorais em troca de disponibilizar os álbuns em aplicativos gratuitos ou com planos acessíveis.

E foi assim que vimos o surgimento de grandes empresas como o Spotify, Deezer, YouTube Premium, Slacker e por aí vai. Atualmente, esse é o segmento que mais atrai ouvintes e domina o mercado da música. Quanto ao futuro? Só podemos aguardar.

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