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Bathsheba Sherman: a história real da bruxa assassina de 'Invocação do Mal'

Apresentada como a entidade apavorante em Invocação do Mal (2013), a bruxa assassina Bathsheba Sherman é inspirada em uma pessoa real que morreu em Rhode Island, Estados Unidos, em 1885.

Segundo registros, ela foi responsável por um ritual de adoração ao Satanás em que ela sacrificou seu filho e colocou em risco todas as gerações seguintes, inclusive os próprios moradores de sua antiga casa, mesmo séculos depois de a fatalidade ter ocorrido.

Representação de Bathsheba em Invocação do Mal. (Fonte: Reprodução)Representação de Bathsheba em Invocação do Mal. (Fonte: Reprodução)

Nascida em 1812 em Connecticut, Estados Unidos, Bathsheba Thayer teve uma infância repleta de realizações e, já na idade adulta, tornou-se uma das mais belas mulheres de sua comunidade rural, chegando a casar com o rico fazendeiro e empresário Judson Sherman, dando à luz ao filho Herbert. No entanto, sua vida deu uma reviravolta completa quando a criança de um vizinho morreu misteriosamente sob seus cuidados, com legistas afirmando que o bebê foi vítima de um empalamento com uma pequena ferramenta no crânio.

A partir desse fato, com a falta de um julgamento sobre o assassinato e o enfurecimento das mulheres da comunidade, Bathsheba passou a viver em reclusão, e sua vida se tornou um verdadeiro retrato do mal.

A lenda afirma que a mulher esfaqueou inúmeras vezes Herbert, que sequer havia completado 1 ano, como sacrifício humano, comprovando sua vontade em se entregar ao diabo pouco tempo depois, em 1849, quando ela se enforcou em uma árvore após fazer um juramento formal ao "príncipe das trevas".

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Estranhamente, sua lápide revela uma data de morte em 25 de maio de 1885, sugerindo que o suicídio na árvore tenha sido forjado. Além disso, boatos afirmam que a mulher se transformou em pedra após ser diagnosticada com uma paralisia anormal. 

A história contada em Invocação do Mal

Invocação do Mal, de James Wan, conta a história real relatada pelos Perron. Na trama, ruídos estranhos começam a ser presenciados por Roger, Carolyn e suas cinco filhas, que passam a ser assombradas por aparições e a vislumbrar eventos estranhos, evidenciando a existência de forças superiores na casa recém-adquirida. Com o tempo, a residência prova ser lar de inúmeras entidades distintas, onde cada uma se relaciona com um membro da família e exibe uma ameaça específica.

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

“Meu pai só queria que eles fossem embora, para fingir que nada disso era real, apenas uma invenção de nossa imaginação”, disse Andrea Perron, uma das filhas do casal. "Mas começou a acontecer com ele também, e ele realmente não podia mais negar. Quem quer que fosse o espírito, ele se via como dono da casa e se ressentia da 'competição' que minha mãe representava para essa posição”, ela disse.

A solução da família foi contratar um historiador e, foi por meio dele, que os integrantes conheceram a lenda de Bathsheba Sherman, a detentora da propriedade há 8 séculos. Desde então, inúmeras mortes por afogamento, enforcamento e assassinato ocorreram com os moradores seguintes, e tudo indicava que os Perron seriam os próximos da lista a sofrerem com as atrocidades sobrenaturais.

A solução: Ed e Lorraine Warren

Em 1974, os demonologistas Ed e Lorraine Warren foram convidados para a casa dos Perron e conduziram uma sessão de exorcismo em que Carolyn Perron quase morreu. De acordo com Andrea, o corpo de sua mãe se contorceu antes de entrar em estado de inconsciência, sendo vítima de violência física e de uma possessão brutal que demorou muitos minutos.

(Fonte: Getty Images / Reprodução)(Fonte: Getty Images / Reprodução)

“Achei que fosse desmaiar. Minha mãe começou a falar uma língua que não era deste mundo, com uma voz que não era a dela. A cadeira dela levitou e ela foi jogada para o outro lado da sala", explicou Andrea, no documentário Bathsheba: Search for Evil. "As coisas que aconteciam lá eram incrivelmente assustadoras. Ainda me afeta falar sobre isso hoje... Tanto minha mãe quanto eu preferiríamos engolir a língua do que contar uma mentira. As pessoas são livres para acreditar no que quiserem. Mas eu sei o que experimentamos”, falou Andrea.

Expulsos da casa, os Warren retornaram 2 depois para confirmar o fim da possessão. Porém, até hoje a história segue um mistério, com Andrea revelando que o filme exagerou na construção da atmosfera, mas reforçando ter presenciado sensações apavorantes sobre as quais se lembra de todos os detalhes.

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