Band of Brothers: a verdadeira história do capitão Lewis Nixon III

Apresentado na minissérie televisiva Band of Brothers, de 1992, o capitão Lewis Nixon III, integrante da 101ª Divisão do Exército dos Estados Unidos, foi reconhecido como um dos heróis de guerra mais inspiradores da Segunda Guerra Mundial, aclamado por seus feitos corajosos, determinação e impulsividade ao participar das batalhas mais tensas na Europa e frustrar planos do Eixo, na época liderado pela Alemanha nazista.

Lewis Nixon, o mais velho de três filhos, nasceu em 30 de setembro de 1918, na cidade de Nova York, e teve uma vida privilegiada desde sua infância, competindo em regatas de iates aos 7 anos, viajando por países como Alemanha, Inglaterra e França, e estudando na Universidade de Yale, onde foi aceito como um aluno extremamente inteligente. Porém, sua grande reviravolta ocorreu em janeiro de 1941, quando mesmo casado e com a vida estabelecida, decidiu se alistar no Exército dos EUA e seguir carreira militar.

(Fonte: Wikipedia / Reprodução)(Fonte: Wikipedia/Reprodução)

Foi então que Nixon conheceu seu melhor amigo, Richard Winters, com quem havia sido nomeado segundo-tenente após um período na Escola de Cadetes de Oficiais do Exército em Fort Benning, na Geórgia, pouco antes de serem temporariamente separados, quando o nova-iorquino foi escalado como membro de uma unidade da Polícia Militar. O reencontro aconteceu pouco tempo depois e contou com a participação de Herbert Sobel, primeiro-tenente e comandante do treinamento aerotransportado da Easy Company.

A invasão da Normandia

Em outubro de 1942, com o rebaixamento de Sobel e a promoção de Winters ao cargo de comandante do 2º Pelotão, o 506º Regimento de Infantaria de Paraquedas foi enviado para Aldbourne, Inglaterra, para participar como membro principal da invasão da Normandia. Sua responsabilidade era abrir caminho para cerca de 160 mil soldados aliados, limpando locais de pouso e facilitando a travessia em pontos ocupados por nazistas.

(Fonte: Wikimedia Commons / Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Um dos momentos mais cruciais do evento ocorreu por volta de 1h da manhã de 6 de junho de 1944, quando Winters foi designado capitão após perder sua arma em um salto e descobrir que a sede aérea da Easy Company havia sido derrubada. Liderando apenas 13 homens, o comandante protagonizou o Brécourt Manor Assault ao recuperar um mapa detalhando as posições defensivas alemãs na costa e investir contra cerca de 50 inimigos em uma ofensiva de sucesso.

Enquanto Winters travava uma batalha e salvava vidas contra integrantes do Eixo, Nixon, que havia saltado a cerca de cinco quilômetros da costa de Utah, percorreu todo o caminho a pé para encontrar seu capitão e entregar relatórios sobre o atual posicionamento da 101ª Divisão Aerotransportada, e isso o fez ser escalado como capitão e regimental S-2.

A volta por cima

No início do período em sua nova patente, Nixon viu problemas de alcoolismo causarem seu rebaixamento precoce na divisão e o trágico divórcio com a esposa, à medida que os dias se provavam cada vez mais solitários. Felizmente, a guerra proporcionou as condições ideais para que o oficial se reerguesse, e o paraquedista manteve o terreno para aliados durante a Batalha do Bulge (1944) em Bastogne, Bélgica, e foi pivô para o desmembramento do campo de concentração de Kaufering IV em Landsberg am Lech, na Bavária.

(Fonte: Wikimedia Commons / Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Segundo relatos, Kaufering IV teve mais de 500 corpos carbonizados após Hitler destruir enfurecidamente a instalação, exigindo a fuga dos soldados nazistas e o recuo diante da chegada da 12ª Divisão Blindada. A operação de resgate foi concluída um dia mais tarde, depois de Nixon e Winters darem suporte ao salvamento dos poucos sobreviventes, e serviu como princípio para que Berchtesgaden, o “Ninho da Águia” alemão nos Alpes, fosse capturado pela Easy Company.

Com o fim da guerra, em 7 de maio, Nixon encontrou um novo propósito de vida ao se casar com Grace Umezawa, em 1956. Recuperado do alcoolismo e distante dos conflitos bélicos, o homem passou o resto de sua vida viajando ao lado da esposa e morreu em 11 de janeiro de 1995, aos 76 anos de idade, sem nunca ter perdido o contato com Winters.

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