6 coisas terríveis que aconteciam no Natal antigamente

Atualmente, o Natal é um dos feriados mais aguardados pelas famílias ao longo do ano. No dia 25 de dezembro, cultivamos o amor ao próximo, a esperança, a felicidade e compartilhamos bons momentos com as pessoas amadas. Porém, nem sempre as coisas aconteceram dessa forma.

Há séculos, o Natal já chegou a ser considerado uma época de medo, violência e repulsa. Listamos seis acontecimentos que eram bastante frequentes no período natalino no passado e que — para nossa sorte — deixaram de existir. 

1. Cantigas de Natal agressivas

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

No século XVIII, a cidade de Boston, nos Estados Unidos, vivia um período sombrio e o Natal parecia o momento perfeito para instigar a violência. Portanto, muitas pessoas se aproveitavam da celebração natalina para chantagear, ludibriar, vandalizar e até mesmo invadir a casa de terceiros.

Uma prática comum envolvia os famosos corais de Natal. A prática era bastante simples: os músicos apareciam na porta das pessoas com músicas natalinas e se recusavam a ir embora até serem pagos com dinheiro ou bebida. Caso a pessoa não retribuísse, eles simplesmente arremessavam pedras, iniciavam uma briga ou roubavam algo.

2. Brincadeiras violentas

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Na Era Vitoriana, era comum que as pessoas participassem de uma suposta brincadeira divertida de Natal chamada “Snap-dragon”. O jogo envolvia colocar fogo em uma tigela grande cheia de conhaque e passas. Os competidores então deveriam tentar remover as passas e explodi-las usando somente a boca.

Sendo assim, não era nada extraordinário que alguém saísse com a cara queimada ou com algum ferimento após a competição. Completamente saudável, não é mesmo?

3. Crianças torturadas

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Se hoje escutamos que crianças levadas não ganham presentes, antigamente as coisas eram ainda mais drásticas. No século XIX, dizia-se que o Papai Noel não só colocaria carvão nas meias das crianças mal criadas, como deixaria uma vara para trás para que os pais batessem em seus filhos.

Em outras partes do mundo, como na Áustria e na Bavária, a lenda dizia que São Nicolau havia feito amizade com uma criatura chamada Krampus, que tinha chifres, garras e pelos grossos. Então, na noite de Natal, o Krampus agrediria as crianças levadas até eles se comportarem, e aquelas incorrigíveis seriam colocadas em um saco e levadas embora.

4. Guerras de bola de neve

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Nos séculos passados, era comum que as famosas guerras de bola de neve servissem como um disfarce para assaltos. Em um artigo produzido em 1880, o The New York Times cita dois acontecimentos na época de Natal em que grupos de jovens desordeiros se envolveram em enrascadas por conta disso.

No primeiro confronto, uma pessoa teria terminado baleada por outro arremessador de bolas de neve que estava lhe perseguindo. Na outra situação, pessoas fizeram uma emboscada em uma lavanderia dentro do bairro chinês de Nova York, o que culminou em diversos trabalhadores feridos.

5. Cardápio não apetitoso

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Logicamente, o gosto para determinada comida varia muito por conta da cultura em que estamos inseridos e época em que vivemos. Mesmo assim, podemos dizer que os cardápios de Natal antigamente não eram exatamente a coisa mais apetitosa do mundo. 

Na Idade Média, por exemplo, era costume que a carne do peru fosse substituída por pavão, com as penas sendo recolocadas no prato final como enfeite. Em alguns locais, uma cabeça de javali assada também poderia aparecer na mesa de jantar das famílias.

6. Manifestações em escolas

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Apesar de hoje ser uma tradição as escolas fecharem durante o Natal nos Estados Unidos, antigamente os alunos precisavam lutar para voltar para casa — às vezes de formas bem violentas. Entre o século XVI e o século XIX, virou tradição que os estudantes se escondessem nas salas de aula, trancassem as portas e se recusassem a sair até que o diretor da instituição lhes prometesse férias.

E nem sempre a situação era pacífica, podendo terminar até mesmo em tiroteio. Em 1595, um magistrado que ajudava uma professora a ter acesso à escola foi morto a tiros por um dos alunos protestantes em uma escola na Escócia. 

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