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5 crueldades que Hollywood impôs a estrelas do cinema

Quem acompanha a história de Hollywood e do cinema norte-americano descobre que por trás de todo o glamour, estatuetas do Oscar e tapetes vermelhos, a meca do cinema mundial foi um indústria capaz de causar terríveis danos às estrelas de seus filmes.

De modo especial, a Era de Ouro de Hollywood, entre as décadas de 1920 e 1950, guarda histórias terríveis de donos de estúdios, diretores e produtores que manipulavam as celebridades, mudando suas vidas de forma brutal. Confira nossa lista com exemplos concretos.

1. Invasão de privacidade

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Durante a Era de Ouro de Hollywood, os valores aplicados pelos grandes estúdios na manutenção de suas estrelas fazia com que seus donos acreditassem que atrizes e atores fossem suas propriedades. E isso não é mera força de expressão.

Relatos encontrados em biografias de celebridades da época conta como os proprietários dos grandes estúdios, ao firmarem contratos com as estrelas, contratavam espiões para trabalhar no set de filmagem, de forma que observassem o comportamento das estrelas.

Grandes nomes como Judy Garland eram controladas, de modo que se soubesse com quem se relacionavam, o que comiam e quais lugares frequentavam. A desconfiança reinava na Hollywood de antigamente.

2. Interferência na vida amorosa

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Como explicamos no tópico anterior, o controle sobre as estrelas dos estúdios, que naquela época assinavam contrato fixo e não por filme, era rígido. Se considerado errático, o comportamento de atores e atrizes poderia fazer com que filmes virassem fracassos retumbantes.

O jornalismo de celebridade, que desde esta época era sedento por fofocas, construía ou destruía essas estrelas, razão pela qual chefões de estúdios não se sentiam acanhados de interferir em relacionamentos amorosos.

Mickey Rooney, por exemplo, foi proibido pela MGM de se casar com a atriz Ava Gardner, porque o estúdio temia que as fãs da série que Rooney protagonizava desistissem de assistir ao descobrir que o galã havia se casado.

3. Controle de peso

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

As atrizes eram fonte de grande preocupação na Hollywood de antigamente. Se ainda hoje, o envelhecimento e a forma física são fatores que deixam as celebridades em alerta, para não perderem oportunidades de bons papéis, isso já foi muito pior.

Assistentes e outros empregados eram contratados para controlar a alimentação das estrelas do cinema norte-americano, garantindo que elas não aumentassem o número do manequim. Por anos, o ganho de peso foi cláusula contratual que levava ao rompimento unilateral.

A atriz Judy Garland chegou a ser obrigada pela MGM de seguir uma dieta rígida, apenas com canja de galinha, café e cigarros, além de pílulas de controle de apetite. A sueca Greta Garbo chegou a sofrer com uma dieta restritiva, baseada apenas em espinafre, depois que teve recusado contrato por ser considerada uma mulher gorda.

4. Histórias de vida falsas

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Não era incomum que estrelas hollywoodianas tivessem histórias de vida redigidas dentro dos estúdios. Para impulsionar as carreiras (e o sucesso de filmes), estúdios contratavam especialistas em publicidade, com o objetivo de estereotipar a vida de suas estrelas.

Eles eram responsáveis por criar falsos históricos sobre atores e atrizes, retirando situações que pudessem arranhar a imagens deles. Novos nomes, novas origens, novas ascendências eram elaboradas.

Atrizes como Judy Garland e Rita Hayworth, além do ator Cary Grant, sofreram com essas falsas personalidades atribuídas a eles. Em uma entrevista, Grant chegou a afirmar que "todos queriam ser Cary Grant", até ele gostaria de ser.

5. Nunca diga não ao seu contratante

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O assédio perpetrado por Harvey Weinstein contra atrizes colocou nos holofotes uma prática relativamente comum desde a Era de Ouro de Hollywood. O que diferencia as situações é que, antigamente, os contratos eram feitos por período indeterminado. Isso tornavam as estrelas reféns dos estúdios, sendo incapazes de ter autonomia em escolherem bons papéis.

A situação só foi mudar quando a britânica Olivia Havilland se recusou a aceitar personagens impostos a ela pela Warner Bros. A partir do processo que entrou contra o estúdio, a legislação foi modificada, impondo tempo limite aos contratos. Dali em diante, nenhum artista poderia ter ligação superior a sete anos com os estúdios.

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