Este provavelmente foi o maior dinossauro que já caminhou sobre a Terra
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Este provavelmente foi o maior dinossauro que já caminhou sobre a Terra

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Você tem noção do tamanho do maior dinossauro que já botou as “patinhas” sobre a Terra? Ele foi um titanossauro — bem, só pelo nome, já dá para imaginar que o bichão era imenso, né? — que viveu há 100 milhões de anos e que os cientistas estimam que contava com quase 40 metros de comprimento e mais de 70 mil quilos. De acordo com Brian Switek, do site Smithsonian.com, isso significa que esses répteis eram maiores do que as baleias-azuis e mais pesados do que uma dúzia de elefantes-africanos!

Impressão artística de como seria um Patagotitan mayorum (Museu de Palaeontologia/Egidio Feruglio)

Mais especificamente, dos titanossauros conhecidos até agora, os cientistas acreditam que um dos maiores de todos os tempos foi o Patagotitan mayorum, um dinossauro cujos fósseis foram descobertos por um rancheiro na Patagônia em 2012. Pois esse gigantesco animal voltou a virar notícia nesta semana — depois de o time de paleontólogos responsáveis por resgatar os ossos publicar um estudo detalhando o que eles descobriram sobre o réptil.

Imenso

Os fósseis foram descobertos em um rancho situado na província de Chubut, na Argentina e, conforme explicaram os paleontólogos, não pertenciam a um único animal, mas a seis deles, pelo menos. No total, os pesquisadores conseguiram recuperar 150 ossos, provenientes de parte do pescoço, das costas, cauda e membros inferiores, bem como o crânio, o que permitiu que eles “montassem” um exemplar. O mais impressionante é que os cientistas acreditam que os dinos encontrados ainda não tinham crescido tudo o que tinham para crescer!

Olha o tamanho desse "ossinho"! (J. Farfaglia)

Segundo Laura Geggel, do site Live Science, os trabalhos de escavação para recuperar os fósseis foram finalizados em 2014, e entre os maiores ossos resgatados estava um fêmur com quase 2,5 metros. Em 2016, um impressionante modelo em tamanho natural do dinossauro foi recriado e colocado em exposição no Museu Americano de História Natural em Nova York, e o exemplar era tão grande que não coube completamente no interior do salão onde foi montado. Ele teve que ficar com a cabecinha para fora do local para recepcionar os visitantes!

Patagotitânico

De acordo com o estudo publicado pelos paleontólogos, os fósseis foram encontrados em três camadas diferentes de sedimentos em um local onde, há milhões de anos, existiu um lago. Os cientistas suspeitam que, por conta da presença desse corpo hídrico, os dinossauros frequentavam esse lugar para saciar a sede, e, claro, era comum que animais morressem por lá. É inclusive possível que o cheiro das carcaças em decomposição atraísse carnívoros para fazer uma boquinha.

Local onde os fósseis foram encontrados (A. Otero)

Com relação ao imenso tamanho, o Patagotitan mayorum rivaliza com outros dinossauros gigantes que foram descobertos na Argentina, como o Argentinossauro (Argentinosaurus huinculensis) e o Puertassauro (Puertasaurus reuili), portanto o estudo publicado agora deu início a um debate sobre quem deveria levar o “título” de maior entre os maiores. Seja qual for o vencedor dessa disputa, o fato é que a Patagônia parece ter servido de lar para animais descomunais.

Assim, um aspecto interessante sobre o estudo envolvendo esses dinossauros é justamente a questão de eles terem vivido mais ou menos na mesma área e “crescido” tanto — o que indica que o ecossistema no qual eles estavam inseridos oferecia os recursos necessários para que esses animais se tornassem tão grandes e pudessem sobreviver.

Exemplar montado no Museu Americano de História Natural

Tanto o Patagotitan mayorum quanto o Argentinossauro e o Puertassauro pertencem a um grupo conhecido como saurópode, cujos dinossauros se caracterizavam por ser quadrúpedes e contar com corpos enormes, caudas compridas e longos pescoços que terminavam com uma cabecinha pequena — visualmente desproporcional para a corpulência desses bichos.

Simplesmente gigantesco (D. Pol.)

Eles eram vegetarianos, e as dimensões corporais das diferentes espécies variavam desde o tamanho de um cavalo até os gigantões que mencionamos anteriormente. No caso do Patagotitan mayorum, os paleontólogos acreditam que, além de os pescoções servirem para que eles pudessem se alimentar das copas das árvores, essas estruturas, juntamente com as longas caudas, os ajudavam a dissipar o excesso de calor corporal.

Patagotitan mayorum

Outra coisa interessante é que, segundo Elana Golowatz, do site International Business Times, apesar de serem gigantes, os Patagotitan mayorum punham ovos que eram mais ou menos do tamanho de uma toranja, portanto é simplesmente impressionante que eles nascessem tão pequenos e crescessem tanto.

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