Cientistas estudam embriões de dinossauros de 200 milhões de anos

Cientistas estudam embriões de dinossauros de 200 milhões de anos

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Em um estudo divulgado recentemente na revista Nature, cientistas anunciaram que conseguiram estudar detalhes nunca antes vistos de como era o processo de desenvolvimento dos crânios de dinossauros. A pesquisa envolveu os mais antigos fósseis de embriões de dinossauros conhecidos, além da ajuda de tecnologia 3D para o estudo dos ovos datados de 200 milhões de anos atrás.

Varredura permitiu levantar 3 anos de dados para serem analisado. (Fonte: All That's Interesting / Kimberley Chapell / Reprodução)Varredura permitiu levantar 3 anos de dados para serem analisados. (Fonte: All That's Interesting/Kimberley Chapell/Reprodução)

Os responsáveis por esse projeto são pesquisadores da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul. De acordo com as conclusões, os crânios dos dinossauros se desenvolviam seguindo a mesma linha verificada em outros animais considerados parentes dos dinossauros e atualmente bem vivos, como lagartos, tartarugas, galinhas e crocodilos.

Os ovos fossilizados usados nesse estudo são do herbívoro massospondylus e foram descobertos em 1976. Tratava-se de um dinossauro emplumado apontado como um dos últimos raptores a viver no planeta Terra antes do período de extinção.

Por meio de uma técnica de varredura não destrutiva, os cientistas conseguiram visualizar os fósseis com uma gama muito ampla de detalhes — com a resolução de uma célula óssea individual.

Raios-X de alta potência também foram usados para auxiliar na reconstrução dos crânios. Dessa forma, foi possível observar que os embriões desses animais, com crânios de dimensões de 2 cm aproximadamente, contavam com 2 conjuntos de dentes, sendo que o tamanho deles variava entre 0,4 e 0,7 mm de largura — algo bem semelhante aos de lagartixas e crocodilos.

Tudo continua como sempre

O resultado final desse estudo foi que, a respeito do desenvolvimento embrionário, 200 milhões de anos não foram o suficiente para a natureza promover alterações.

Jonah Choiniere, professor da Universidade de Witwatersrand e coautor do estudo, aponta: “É incrível que, em mais de 250 milhões de anos de evolução, a maneira como o crânio se desenvolve no ovo permaneça mais ou menos a mesma".

“Isso mostra que você não altera uma coisa que já é boa”, acrescenta ele, dando a entender que a natureza entende bem o ditado que diz “em time que está ganhando, não se mexe”.

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