Betelgeuse: estrela escureceu após gigante erupção estelar

Betelgeuse: estrela escureceu após gigante erupção estelar

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O recente escurecimento da gigante estrela Betelgeuse pode ter uma nova explicação. Um estudo feito pela NASA sugere que o astro liberou uma enorme nuvem de material no Espaço, que resultou em uma perda considerável de sua luminosidade.

A Betelgeuse é a estrela responsável por formar o ombro da constelação de Órion, o caçador. Com 11 vezes o tamanho do Sol e 900 vezes seu volume, a forma 'inchada' do objeto espacial nos últimos anos indicava para a proximidade de sua morte, que deve ocorrer em forma de uma gigantesca explosão supernova.

Betelgeuse começa a perder luz em 2019

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

A perda na luminosidade da estrela Betelgeuse vem sendo registrada pela NASA desde os primeiros meses de 2019. Segundo a agência espacial americana, dois terços da sua luz sumiram até fevereiro daquele ano — fator que aumentou as especulações sobre seu fim iminente. 

Enquanto todos esperavam pelo último suspiro do astro, eis que mais uma surpresa surgiu: a estrela retornou a sua iluminação original em maio deste ano. A ação inusitada fez com que os cientistas levantassem a possibilidade de uma nuvem de poeira tem bloqueado a luz da estrela, atrapalhando a visão dos humanos.

Durante uma série de observações feitas com o telescópio Hubble entre 2019 e 2020, a equipe de pesquisadores passou a acreditar que a nuvem de poeira possa ter sido derivada da própria Betelgeuse. 

Origem da nuvem de poeira

(Fonte: NASA)(Fonte: NASA)

Entre setembro e novembro de 2019, o Hubble registrou uma grande quantidade de massa se movendo na superfície da estrela em velocidades muito altas (320 mil km/h).

Segundo o autor do estudo, Andrea Dupree, a estrela acabou perdendo duas vezes mais material do que o normal para o Espaço em seu hemisfério sul durante os três meses de explosão. Dessa forma, o plasma superquente teria se condensado em grãos de poeira e formado a nuvem que bloqueou a luz da Betelgeuse.

Entretanto, tudo que ocorre na superfície estelar é apenas um reflexo do passado. A 500 anos-luz da Terra, as variações na luminosidade da Betelgeuse observada pelos humanos é uma ação ocorrida séculos atrás e que chega aos nossos olhos nesse instante.

Para a próxima etapa de estudos, Dupree e sua equipe de astrônomos pretendem continuam analisando frequentemente os dados provenientes da estrela supergigante, que a qualquer momento pode estar se despedindo do Universo em uma fabulosa explosão.

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