Após 2 meses, sinal de rádio misterioso volta a emanar do espaço

Após 2 meses, sinal de rádio misterioso volta a emanar do espaço

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Segundo previsão de astrônomos, a misteriosa FRB (fast radio burst) conhecida como FRB 121102, que foi identificada inicialmente em 2012 pelo telescópio do Observatório de Arecibo, iria voltar a emitir pulsos sonoros até o final de agosto de 2020, conforme cálculos aplicados em seus ciclos de aparecimento. E as expectativas foram, de fato, confirmadas, marcando o retorno do sinal de rádio do espaço profundo após cerca de 67 dias.

Apesar da FRB 121102 ter sido identificada há quase 8 anos, apenas recentemente seu padrão de repetição foi comprovado, já que anteriormente, de 2012 a 2016, ela apareceu em menor regularidade e sem dar muito espaço para cientistas estudarem seu ciclo de transmissão. Foi apenas em 2016 que astrônomos da Universidade de Manchester começaram a entender seu comportamento e revelaram, oficialmente, que levava cerca de 157 a 161 dias para concluir um ciclo.

Segundo cálculos, o sinal de rádio do espaço profundo permanece ativo por 90 dias, emitindo pulsos de sinalizador de rádio de milissegundo, e encerra entrando em estado de dormência durante 67 dias após o fim das transmissões.

(Fonte: Wikipedia/Reprodução)(Fonte: Wikipedia/Reprodução)

Dessa forma, a FRB 121102, rajada vinda de uma antiga galáxia-anã localizada a mais de 3 bilhões de anos-luz da Terra, configura a segunda FRB de repetição descoberta no espaço, acompanhando o primeiro feixe, chamado FRB 180916.J0158+65, descoberto em fevereiro deste ano.

Registro em áudio da FRB

As misteriosas frequências sonoras dos sinais de rádio ainda permanecem um grande mistério para os astrônomos, que tentam compreender suas origens e relacionar com possíveis eventos espaciais que possam ocorrer em galáxias distantes. Dessa forma, a importância da padronização em seus ciclos de repetição torna-se ainda mais relevante para os estudiosos, que conseguem capturar com mais previsibilidade os fenômenos e prepará-los para estudos posteriores.

“Este é um resultado empolgante, pois é apenas o segundo sistema em que acreditamos ver essa modulação na atividade de rajadas”, disse o astrônomo Kaustubh Rajwade, da Universidade de Manchester. “A detecção de uma periodicidade fornece uma restrição importante na origem da explosão e os ciclos de atividade podem ser contra uma estrela de nêutrons em precessão.”

Veja, abaixo, o registro de áudio da FRB 121101 capturado pela equipe de cientistas.

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