Seja o primeiro a compartilhar

Seria o Universo fruto de um ciclo infinito de nascimento e morte?

A teoria mais aceita para explicar o surgimento do Universo, como você deve saber, é a do Big Bang, evento explosivo que ocorreu a 13,8 bilhões de anos. Segundo acreditam os cientistas – e apontam os modelos –, o cosmos teria nascido a partir de uma singularidade, isto é, de um “ponto” com campo gravitacional infinito que concentrava todo o espaço-tempo e a energia do Universo. Aliás, conforme mostram as observações, ele segue em expansão.

Essa teoria não consiste em uma ideia aleatória, uma vez que os cientistas conseguem medir a velocidade com a qual o cosmos está se ampliando através da medição de como galáxias, estrelas e outros objetos estão se distanciando uns dos outros – algo que está inclusive ocorrendo cada vez mais depressa. Sobre a idade do Universo, os pesquisadores já conseguiram vislumbrá-lo quando ele era um recém-nascido com 380 mil anos, portanto, não estamos falando de simples conceitos propostos por mentes criativas, e sim de um conjunto de noções que podem ser testadas e calculadas. Mas, como se trata de uma teoria ainda em “construção”, ela possui vários desdobramentos interessantes.

Ioiô cósmico

E se no lugar de ter nascido a partir da singularidade com o Big Bang e estar em contínua expansão até um dia morrer, o Universo fosse algo que sempre existiu e que, depois de alcançar determinado “tamanho”, voltasse ao ponto de origem, como se fosse um ioiô – e passasse pelo mesmo ciclo de ampliação-contração, uma e outra vez? De acordo com o astrofísico Paul Sutter, essa proposta de big bangs contínuos e voltas à singularidade é um dos desdobramentos que mencionamos e, não faz muito tempo, um time de pesquisadores decidiu explorar essa ideia mais a fundo.

Bate e volta?Bate e volta?

Na realidade, uma das dificuldades dessa proposta é que, sozinha, ela não explica variações gravitacionais detectadas no tecido espaço-tempo quando os cientistas observaram o Universo-bebê, causadas por flutuações na densidade, temperatura e pressão ocorridas durante a fase de Inflação, instantes depois do Big Bang. Quando posta à prova, a teoria do cosmos cíclico produz modelos sem as anomalias observadas ou qualquer alteração de pressão, temperatura e densidade – e o problema é que sem essas “deformações” no tecido espaço-tempo, a evolução dos cosmos não comportaria a formação de astros e galáxias.

Impasse

Para contornar esse impasse, os cientistas lançaram mão da Teoria das Cordas – baseada na ideia de que as partículas que compõem o Universo seriam cordas – e, mais precisamente, de um conceito dela conhecido como “S-Brana”. Bem, segundo essa teoria, as tais cordas vibrariam e se moveriam pelo espaço-tempo livremente, além de não precisarem ter necessariamente apenas uma dimensão. Pois as cordas multidimensionais recebem o nome de Branas e, dentre as descritas pelos teóricos, existe uma classe que somente poderia existir sob condições extraordinariamente específicas e por apenas um instante.

Inflação cósmicaInflação cósmica

No caso do Universo cíclico, logo ao nascer, quando o cosmos ainda era pequenino e extremamente denso, apareceu uma dessas S-Branas na história, desencadeando a expansão e o surgimento das anomalias gravitacionais que, mais tarde, deram origem a tudo o que existe – até o cosmos atingir o seu limite e voltar ao ponto de partida e o processo ter início outra vez. Obviamente, a coisa toda é superhipotética, visto que nenhum experimento ou observação feitos até hoje trouxeram à tona evidências de que vivemos entre cordas e branas. Mas isso não significa que essas são ideias que simplesmente devemos abandonar.

No fim das contas, quem garante que a exploração de possibilidades, por mais estranhas e improváveis que pareçam, não levem ao surgimento de conceitos que culminem no desenvolvimento de uma nova Física e na reformulação das teorias que explicam o nascimento do Universo?

Seria o Universo fruto de um ciclo infinito de nascimento e morte? via TecMundo

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.

Comentários

Você já percebeu que passamos por algumas mudanças por aqui, né? Uma delas é melhorar também o nosso campo de comentários - e nada melhor do que você, nosso leitor, para nos ajudar e garantir que a gente esteja no caminho certo. Substituímos temporariamente nossos comentários por uma pesquisa rápida para implementarmos mais uma melhoria. Como você acredita que nossa interação pode ser mais próxima aqui?

CLIQUE AQUI PARA RESPONDER