Conheça o besouro consegue sobreviver ao atropelamento por um carro

Conheça o besouro consegue sobreviver ao atropelamento por um carro

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Um estudo publicado na quinta-feira (22) na revista Nature revelou uma das criaturas mais resistentes do planeta e, ao contrário do que dizem, não é uma barata, mas sim um pequeno besouro conhecido como besouro-de-ferro-diabólico (Phloeodes diabolicus), que sobrevive ao atropelamento por um veículo de grande porte.

O autor do estudo, dr. Jesus Rivera, ainda era um estudante em 2015, quando alguns entomologistas lhe contaram que um certo tipo de besouro encontrado na costa oeste da América do Norte tinha uma casca protetora capaz de suportar o peso de um carro. 

Como todo bom cientista, Rivera não acreditou. E como todo bom estudante, saiu com os colegas para atropelar o superbesouro. Ele pegou um espécime, colocou em um montinho de terra num estacionamento, enquanto um colega passou por cima do inseto duas vezes com o seu Camry, um carro médio da Toyota.

O inseto sobreviveu e virou tema do trabalho de conclusão do doutorado de Rivera.

O estudo

(Fonte: University of California)
Tomografia computadorizada do besouro (Fonte: University of California)

Rivera logo descobriu que a sobrevivência do escaravelho, mais do que a sua capacidade convincente de se fingir de morto, devia-se a um exoesqueleto que pode ser considerado uma das estruturas mais resistentes e à prova de esmagamento conhecidas no mundo biológico.

O estudo envolveu pesquisadores da Universidade da Califórnia, Irvine e outras instituições, que conseguiram desvendar os materiais, em projetos em nano e microescala, que tornam aquele organismo tão indestrutível, para futuros projetos de engenharia. 

Os testes mostraram que o besouro-de-ferro-diabólico, embora do tamanho de um grão de arroz, consegue resistir com seu exoesqueleto protetor a uma força 39 mil vezes maior que seu peso corporal, o que equivale, segundo os cientistas, a uma pessoa de 70 quilos sobreviver debaixo de 25 baleias.

Conclusões

O estudo concluiu que os invólucros das asas do artrópode, que se prendem ao abdômen como um quebra-cabeça 3D, são capazes de suportar a pressão. Em vez de serem arrancadas à medida que a pressão chega ao ponto de ruptura, as partes apenas se desprendem, como uma cebola, causando danos que não comprometem a estrutura geral.

Projetos inspirados no conjunto de asas do besouro poderiam ser úteis, segundo os pesquisadores, para unir materiais com propriedades diferentes, como as ligas de metal e carbono utilizadas em peças compostas para a engenharia aeroespacial.

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