Engenheiros desenvolvem tinta que reduz o uso de ar-condicionado

Pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, dizem ter encontrado uma maneira revolucionária para reduzir os gastos com ar-condicionado no mundo todo: o desenvolvimento de uma “tinta de refrigeração por radiação”. 

Segundo os engenheiros da instituição acadêmica americana, a revolucionária tinta branca criada por eles consegue manter as superfícies 7,8ºC mais geladas do que suas temperaturas ambientes tradicionais. O produto não absorve quase nenhuma energia solar e ainda consegue dissipar o calor de qualquer parede coberta por ele.

Acabando com o ar-condicionado

(Fonte: Universidade de Purdue/Jared Pike)
(Fonte: Universidade de Purdue/Jared Pike/Reprodução)

A ideia nasceu com o conceito de transformar qualquer espaço em um enorme refrigerador, porém sem os mesmos gastos de energia gerado por um ar-condicionado e sendo muito mais acessível.

Para o professor da Purdue Xiulin Ruan, apesar do conceito de uma superfície atingida pela luz solar ser mais gelada do que a temperatura ambiente ir contra a intuição de qualquer pessoa, os engenheiros da universidade conseguiram comprovar a eficácia e funcionalidade do projeto.

Enquanto tintas brancas tradicionais encontradas no comércio refletem apenas 80% a 90% da luz e não possui particularidades que lhe permitam funcionar como uma superfície refrigeradora, o novo produto alcança níveis de reflexão de até 95,5% e irradia calor infravermelho com muito mais eficiência.

Em seu site oficial, a Universidade de Purdue assegura que os primeiros projetos de criação de uma tinta reflexiva datam para a década de 1970, o que demonstra a dificuldade para encontrar uma fórmula que funcione. Os engenheiros americanos precisaram de seis anos de pesquisa até chegarem na tinta branca a base de carbonato de cálcio.

Para onde vai esse calor?

(Fonte: Universidade de Purdue/Joseph Peoples)
(Fonte: Universidade de Purdue/Joseph Peoples/Reprodução)

Mas se a tinta branca reflete o calor para fora da superfície, é evidente que ele é direcionado para a atmosfera, certo? Errado. De acordo com os pesquisadores, conforme o calor é refletido na Terra, ele inicia uma viagem até o Espaço, onde viajava indefinidamente na velocidade da luz. 

Na explicação do pesquisador de pós-doutorado do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Xiangyu Li “nós estamos apenas despejando esse calor em todo o Universo, que é um enorme dissipador dessa fonte de energia”. Portanto, a nova tinta poderia ser usada em larga escala por estradas, telhados e carros no mundo todo e ainda poderia ajudar na prevenção do aquecimento global.

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