Fóssil de píton mais antigo do mundo é descoberto na Alemanha

Um grupo de arqueólogos descobriu recentemente o fóssil mais antigo de píton já conhecido pela humanidade em uma região próxima a Frankfurt, na Alemanha. De acordo com o resultado fornecido pela análise laboratorial do material biológico do animal, essa serpente teria vivido há 48 milhões de anos onde hoje é situada a cidade alemã.

A descoberta traz uma nova perspectiva científica sobre a origem geográfica das pítons. Segundo o estudo, a espécie batizada de Messelopython freyi sugere que as pítons sobreviveram por diversos anos na Europa até evoluírem para parentes vivos mais próximos, como as Xenopeltis e as Pítons-mexicanas.

Origem das pítons

(Fonte: Instituto de Pesquisa Senckenberg)
(Fonte: Instituto de Pesquisa Senckenberg)

Antes do surgimento das novas evidências, existia uma grande dúvida na comunidade científica quanto a real origem das pítons, com versões variando entre o hemisfério norte e o hemisfério sul. “Por esses serem os fósseis mais antigos já vistos, os dados colaboram para o entendimento de uma origem europeia”, disse o coautor do estudo Krister Smith em entrevista para o Live Science.

Os fósseis de Messelopython freyi foram localizados no Sítio fossilífero de Messel, localizado a apenas alguns quilômetros de Frankfurt. Antigamente, a região serviu como uma mina de xisto e quase foi transformada em um lixão durante os anos 1970. 

Por sorte, a região já era notoriamente conhecida como um antro de fósseis do período Eoceno — que ocorreu entre 57 milhões e 36 milhões de anos atrás. Então, em 1995 a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) tomou conta das operações, o que resultou em descobertas magníficas como o recente fóssil de píton.

Evolução da espécie

(Fonte: Instituto de Pesquisa Senckenberg)
(Fonte: Instituto de Pesquisa Senckenberg)

De acordo com os dados trazidos pelo Instituto de Pesquisa Senckenberg, as Messelopython freyi tinham aproximadamente o mesmo tamanho das pítons contemporâneas, alcançando a marca de 1 metro de comprimento e exibindo cerca de 275 vértebras.

A descoberta também indica que essas cobras viviam em harmonia com as jiboias-constritoras, uma espécie de serpente não peçonhenta encontrada nas regiões tropicais da América Central e do Sul e que chegou a habitar a Europa no período Paleoceno (66 milhões a 23 milhões de anos atrás).

Como as pítons são criaturas oriundas da África, Sudeste Asiático e Austrália, a ligação biológica com as jiboias-constritoras é apenas mais um indício de que a espécie teria sido originada em território europeu antes de se difundir e se adaptar por outras regiões do hemisfério norte.

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