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Grupo investe US$ 4 mi em empresa de IA para 'clonar' banda BTS

A agência Big Hit Entertainment, responsável por gerenciar a carreira da banda sul-coreana BTS, anunciou que irá investir cerca de US$ 4 milhões em uma empresa de inteligência artificial para "clonar" as vozes dos idols k-pop, de forma a elevar ainda mais a popularidade de um dos maiores grupos musicais do planeta.

Devido a problemas de lotação de agenda e à necessidade de muitas vezes os integrantes do BTS terem que se desdobrar para estar fisicamente presentes em shows, gravações ou ensaios, a Big Hit entrou em contato com a empresa sul-coreana de tecnologia artificial Supertone para recriar as vozes dos cantores de forma "hiper-realista e expressiva", na tentativa de dinamizar os compromissos e atender os pedidos dos fãs por novas músicas e conteúdos de áudio.

(Fonte: Wikimedia Commons / Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons / Reprodução)

O alto investimento realizado pela agência do grupo de k-pop faz jus à proposta ousada da Supertone, que sugere a implementação de "experiências totalmente novas" para os fãs. "Por exemplo, o BTS está muito ocupado atualmente, e seria uma pena se eles não pudessem participar do conteúdo por falta de tempo. Portanto, se o BTS usar nossa tecnologia ao fazer jogos ou audiolivros, ou dublar uma animação, por exemplo, eles não teriam necessariamente que gravar pessoalmente", explicou Choi Hee-doo, CEO da empresa de IA.

A tecnologia de clonagem de voz

A Supertone traz uma tecnologia revolucionária de recriação digital de voz, possibilitando a fabricação de timbres e nuances de qualquer artista a partir de uma emulação via inteligência artificial. “Desenvolvido por meio de pesquisas originais de longo prazo, a rede neural de clonagem e síntese de voz do Supertone possui a melhor qualidade hiper-realista do mundo”, detalha a descrição dos serviços no site oficial da empresa.

Segundo a companhia, a cópia das vozes não fere as políticas de direitos autorais e a empresa arca severamente com o compromisso de responsabilidade e ética, utilizando os sons apenas com autorização legal do detentor original da voz em questão. Dessa forma, a Supertone afirma preocupação com “os problemas que podem surgir quando essa tecnologia é usada para fins errados”, mas garante que “nunca irá monetizar qualquer voz sintética sem a permissão do titular do direito”.

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