Seja o primeiro a compartilhar

10 partes do corpo que os humanos perderam durante a evolução

Em 1859, Charles Darwin publicou seu livro Sobre a Origem das Espécies. No livro, ele propôs a teoria da seleção natural, na qual afirmava que o corpo e os órgãos dos seres vivos se adaptam lentamente para se tornarem melhores em tudo o que são usados, enquanto as partes que caíram em desuso diminuem antes de finalmente desaparecer. Como outras plantas e criaturas, o corpo humano é o resultado de milhões de anos de evolução. Mas que partes foram perdidas com o tempo? Confira a seguir.

10. "Crista" da sobrancelha

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Várias espécies de humanos primitivos, incluindo o Homo erectus, o Homo heidelbergensis e nossos primos, os Neandertais, tinham "cristas" nas sobrancelhas. Ou seja, a área de suas cabeças logo acima dos olhos era reclinada para trás, assim como acontece nos chimpanzés e gorilas. Hoje, temos faces planas e testas altas.

9. Garras

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Todos os onívoros teriam garras se não fosse pelos primatas. Os primeiros macacos tinham garras, usadas para cavar e arranhar, mas elas desapareceram quando os animais começaram a viver nas árvores. Garras são muito úteis para subir em árvores, claro, mas elas rapidamente se tornam uma desvantagem sempre que um primata deseja passar de um galho para outro. Foi por isso que os primeiros primatas desenvolveram mãos e unhas que os permitiam subir em árvores e agarrar galhos.

8. Pés preênseis

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Todos nós provavelmente já vimos a foto de um macaco usando os pés para agarrar coisas ou pendurar-se em galhos de árvores. Os primeiros humanos tinham pés preênseis até começarem a andar no chão. Os dedos dos membros inferiores ficaram mais retos e firmes e perderam a flexibilidade à medida que evoluíam para andar e correr.

7. Dentes caninos

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Chimpanzés, gorilas, orangotangos e outros macacos grandes possuem dentes caninos longos e afiados. Os humanos, no entanto, também têm esses dentes, mas eles se assemelham apenas no nome — não são longos, nem afiados, e são quase nada mais longos do que os outros dentes. Após terem caído em desuso, os caninos humanos foram ficando mais curtos e atualmente são os menores que já existiram.

6. Braços longos

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Os primeiros humanos tinham braços longos e pernas curtas, muito parecidos com os dos macacos de hoje. Contudo, depois que a carne foi adicionada à dieta humana, o sistema digestório e outros órgãos ficaram menores para processar suas refeições. Dessa forma, os corpos, que foram ficando mais eretos, deram lugar a braços curtos e pernas longas, para andar distâncias maiores.

5. Estômagos grandes

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Também em função da inclusão da carne na dieta humana, os estômagos ficaram menores porque a carne contém mais nutrientes e energia do que as plantas.

4. Olhos grandes

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Há sugestões de que os olhos grandes do Neandertal, adquiridos depois de migrarem para Europa e Ásia, onde tem menos luz solar, pode ter contribuído para sua extinção. Os pesquisadores acreditam uma parte maior de seus cérebros era dedicada a processar as informações de seus olhos, sobrando menos partes para desenvolver habilidades sociais complexas como o Homo sapiens.

3. Caudas

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Os humanos modernos desenvolvem caudas no embrião e apresentam pequenos ossos no lugar após o nascimento, o cóccix, que é resquício das caudas mais longas que tínhamos. No entanto, os hominídeos perderam essa cauda carnuda quando começaram a andar sobre duas pernas.

2. Pelagem

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

O Australopithecus afarensis perdeu a pelagem quando abandonou a proteção das densas florestas para caçar carne na savana aberta, o que o expôs a mais luz do sol que estava acostumado. O pelo atrapalhava a transpiração e retinha mais o calor, o que causava o sobreaquecimento dos corpos e cérebros da espécie. Assim, começaram prevalecer os indivíduos com menos pelos, que podiam suar e perder calor com mais facilidade.

1. Vibrissas

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Os animais usam seus bigodes — cientificamente chamados de vibrissas — para complementar sua visão. Os humanos perderam seus bigodes — as vibrissas, não esse que alguns homens têm debaixo do nariz — depois de transferirem suas funções para outras partes do corpo, especialmente as pontas dos dedos, lábios e órgãos genitais. Essas partes são sensíveis, assim como os bigodes, porque captam informações de nosso ambiente e as passam para nossos cérebros.


Você sabia que o Mega Curioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.