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Finalmente abril: por que março demorou tanto para acabar?

Você também teve a sensação de que o mês de março teve 90 dias? Pois saiba que essa não é uma sensação incomum. Na verdade, a percepção do tempo passar mais devagar é algo que nos acompanha durante a vida toda e geralmente costuma anteceder momentos que estamos bastante ansiosos para participar.

Mas quais são os mecanismos que fazem com que o cérebro haja dessa maneira? Os questionamentos sobre a percepção do tempo é algo bastante cotidiano e, inclusive, recorrente em campos da ciência. Sendo assim, o que é um questionamento filosófico pode muito bem se encaixar em explicações físicas. Entenda!

Truque de memória

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Em relato para a BBC, o neurocientista David Eagleman deu seu relato sobre seus estudos sobre o poder do cérebro. Segundo ele, as divergências sobre a passagem do tempo ocorrem pois é como se o cérebro estivesse "trancado no silêncio da caixa craniana" e precisasse descobrir o que está acontecendo no mundo lá fora. Para isso, ele utiliza alguns truques de edição.

Por exemplo, o som e a imagem são dois vetores com velocidades diferentes, mas que nossa cabeça tenta compilar em um único momento para facilitar a compreensão de uma cena. Isso ocorre porque o cérebro está constantemente em um estado de processamento para transmitir informações à percepção consciente.

Porém, esse processamento leva algum tempo para ser feito e portanto tudo o que nós vemos de alguma forma já aconteceu no passado — por mais insignificante que essa alteração de tempo seja. Sendo assim, a interpretação de tempo de fato passa a ser variável conforme o nosso cérebro deseja realizá-la.

Carregamento de informações

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Agora que você sabe que o cérebro necessita um tempo para processar informações, chegou a hora de compreender o nosso centro de controle de emergência. Quando um ser humano está em estado de alerta, uma parte do cérebro chamada amígdala é ativada. A amígdala armazena informações em outro espaço da cabeça diferente das memórias cotidianas, abrindo espaço para mais dados.

Nesses casos, como o cérebro está tentando focar em tudo que ocorre a sua volta, o excesso de informações faz parecer que o tempo demorou muito para passar. Dessa forma, a percepção de tempo pode ser mais devagar quando somos pequenos e estamos aprendendo diversas novidades.

Por outro lado, isso também explica o efeito reverso na vida adulta. Como já registramos mais informações ao longo da nossa existência, todo processo repetitivo acaba parecendo rápido. Então, se você quer aproveitar a vida por mais tempo, foque sempre em realizar algo novo!

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