Videoconferência pode comprometer a inteligência coletiva

Após mais de um ano de pandemia da covid-19, a maioria das pessoas no planeta mudou a sua forma de trabalhar e interagir com os demais elementos de suas organizações. Nesse sentido, a videoconferência se tornou a ferramenta por excelência para a comunicação entre grupos colaborativos.

Mas, se você é uma daquelas pessoas que não aguentam mais ouvir falar em videoconferência, pode ser que esteja totalmente certo em questionar a eficácia da ferramenta. Um novo estudo científico publicado na revista Plos One no mês passado (18) sugere que os métodos de comunicação não visual que melhor sincronizam e aumentam as pistas de áudio são na realidade os mais eficazes.

Fonte: PixabayFonte: Pixabay

A pesquisa trabalha com o conceito de inteligência coletiva, que é a capacidade de um grupo de pessoas em resolver uma grande variedade de problemas, e como a sincronia desempenha um importante papel nessa atividade grupal. 

Partindo do princípio de que uma conversa só é possível quando pelo menos dois falantes se revezam para compartilhar suas ideias,  os pesquisadores focaram, então, em dois tipos de sincronia: a de expressão facial e a chamada prosódica, que se estabelece pela captura da entonação, do tom, da ênfase e do ritmo da fala.

Sincronia estimula a inteligência coletiva

Uma vez que os seres humanos são animais mais cerebrais, acreditava-se que o desempenho do grupo dependeria principalmente da comunicação verbal, além de uma grande investimento de tempo nas relações interpessoais, para que os membros do grupo conseguissem desenvolver confiança e apego.

Ao contrário, o que o estudo revelou é que, quando os grupos têm somente pistas de áudio, uma eventual ausência de vídeo não apenas não os impede de comunicar essas regras de interação, como até mesmo os ajuda a regular melhor a sua conversa, promovendo trocas mais igualitárias e estabelecendo uma sincronia prosódica.

Fonte: AppTuts/ReproduçãoFonte: AppTuts/Reprodução

A pesquisa tem algumas implicações para as organizações cujos membros ainda estão fisicamente separados pela pandemia da covid-19. Talvez a principal delas seja a de que vale muito a pena desativar a função vídeo com o objetivo de promover uma comunicação de melhor qualidade, com mais interação social que estimule a inteligência coletiva na resolução colaborativa de problemas.

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