Tarja preta nos remédios: o que é e qual a sua utilidade?

01/06/2021 às 07:002 min de leitura

Muitos consumidores já tentaram comprar medicamentos de tarja preta nas farmácias, mas foram impedidos de levá-los por não apresentarem a receita médica específica para aquele item. A precaução em relação a esse tipo de fármaco tem um motivo simples, que vamos conhecer a seguir.

As tarjas dos remédios servem para indicar os riscos oferecidos aos pacientes, funcionando como uma espécie de classificação visual. No caso do tom preto, ele indica um risco maior de dependência física e psíquica, devido à ação sedativa ou estimulante sobre o sistema nervoso central, alterando os processos mentais.

Também conhecidos como psicotrópicos ou psicoativos, os remédios de tarja preta são indicados para tratar doenças do sistema nervoso. Entre elas, vale destacar ansiedade, depressão, síndrome do pânico, insônia e estresse, relacionadas a sintomas como desequilíbrio emocional, confusão mental, perda de apetite e aumento dos batimentos cardíacos, entre outros.

(Fonte: Freepik)(Fonte: Freepik)

Por fazerem a pessoa se sentir mais calma e relaxada, estes fármacos passam por um maior controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para evitar dependência, abstinência e risco de overdose. É por isso que só podem ser vendidos mediante a apresentação de uma receita especial, retida pela farmácia na hora da compra.

Outras cores de tarjas

O mesmo mecanismo de tarjas usado para indicar os medicamentos psicotrópicos está presente nas embalagens de outros tipos de substâncias. Os remédios de tarja vermelha, por exemplo, não são associados a uma dependência tão grave quanto aquela que pode ser causada pelos vendidos com a classificação visual na cor preta.

Apesar disso, eles precisam de receita médica para serem vendidos, uma versão mais simples, com ela podendo ser retida ou não pela farmácia (depende do tipo de substância, se ela exige controle especial). Tais produtos também causam efeitos adversos graves.

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Já os remédios de tarja amarela são os genéricos (eles trazem a letra “G” impressa na embalagem). A medicação genérica apresenta o nome do princípio ativo do produto e tem o mesmo efeito dos remédios de marca, porém custa mais barato.

Há ainda os medicamentos sem tarja, que dispensam a exigência de receita para a compra. A classificação indica substâncias com menor risco de efeitos colaterais e poucas contraindicações, se utilizados corretamente e sem abuso.

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