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Animatrônica: golfinho robótico promete acabar com cativeiro

O futuro dos zoológicos e parques aquáticos pode estar nas mãos da robótica, é o que promete uma empresa de tecnologia nos Estados Unidos. De acordo com a Edge Innovations, a companhia responsável por desenvolver alguns dos animais robóticos mais memoráveis de Hollywood passou décadas aprimorando seus equipamentos.

Criadores da orca em Free Willy (1993) e da cobra em Anaconda (1997), os especialistas em animatrônica esperam conseguir mudar a forma como os humanos enxergam a vida dos animais em cativeiro. Para isso, a equipe de produção conta com o seu maior exemplo em atividade: Delle, um golfinho de 2,5 metros capaz de nadar de forma semiautônoma usando inteligência artificial (IA) simples.

Golfinho robótico

Para desenvolver Delle, que pesa aproximadamente 270 kg, foi necessário muito tempo de aprendizado. Simular os movimentos graciosos desses cetáceos com máquinas e computadores não foi uma tarefa fácil e exigiu horas analisando vídeos de golfinhos.

Foi assim que Walt Conti, fundador da Edge Innovations, e seus colegas descobriram como as diferentes partes dos golfinhos contribuíam para a aceleração, torque e outras habilidades locomotivas. Ao todo, o projeto acabou misturando uma enorme quantidade de ciência e arte. 

“Por dentro eles (animais robóticos) são todos maquinários. Entretanto, o que faz um golfinho — ou uma orca, beluga ou tubarão — diferenciado é a arte e o conhecimento que trazemos para ele”, explicou Conti em entrevista a Freethink. Em uma visão comercial, a animatrônica pode gerar “animais” que não precisam comer, dormir, treinar ou ir ao veterinário, além do fato de evitar com que mais criaturas fiquem em cativeiro.

Revolução no mercado

(Fonte: Edge Innovations/Divulgação)(Fonte: Edge Innovations/Divulgação)

A mecânica animal, entretanto, não é exatamente barata. Para a confecção de Delle, o custo total da operação girou em torno de US$ 3 milhões e US$ 5 milhões, enquanto um golfinho de verdade costuma gerar um gasto de US$ 100 mil para os parques aquáticos

Porém, a longo prazo é possível que esse empreendimento gere uma economia considerável de dinheiro, sem falar no sofrimento poupado a essas criaturas superinteligentes. E os criadores garantem que os visitantes dos parques dificilmente conseguirão notar alguma diferença entre o que é real e o que é robótico.

“Os movimentos de Delle são tão naturais que algumas plateias, e até mesmo os peixes que dividem o aquário, não conseguem distingui-lo de um golfinho de verdade”, explicou Conti. Apesar de usar um sistema IA, o equipamento ainda precisa ser controlado remotamente por um ser humano. 

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