Soldagem subaquática: uma das profissões mais perigosas do mundo

Entre todas as profissões existentes no planeta, poucas são tão desafiadoras quanto a soldagem subaquática. Mas você faz ideia do que esse tipo de profissional realmente faz? Esses trabalhadores, que também são chamados de mergulhadores soldadores, são responsáveis por realizar soldagens em ambientes aquáticos onde a visibilidade chega muito perto de zero. 

Esse é um cargo muito importante, sobretudo para o setor naval, visto que são acionados principalmente em emergências e para reparos de navios em alto mar. Um soldador subaquático também pode ser útil em setores da Engenharia, trabalhando com gasodutos, oleodutos, encanamentos e na manutenção das máquinas de perfuração do solo.

Entendendo o processo de soldagem

Assim como soldadores tradicionais, a soldagem subaquática não é muito diferente — exceto pelos equipamentos que são levemente adaptados. Por juntar água e eletricidade, esse processo é visto como uma ciência extremamente chocante e perigosa. Mesmo assim, existem dois métodos possíveis para esse tipo de soldagem. Conheça-os a seguir.

Soldagem úmida

Usando de 300 a 400 amperes de corrente contínua, esse método é feito com o soldador e a tocha de soldagem em contato com a água. Embora mais barata, é relativamente mais perigosa. Nesse caso, o plasma é forçado por meio da tocha por um cátodo fortemente isolado.

Durante esse trajeto, gases, como o oxigênio, são jogados para fora e passam a formar uma camada de proteção no ponto de solda, criando bolhas que separam o arco elétrico da água circundante. Um interruptor é usado para que a corrente elétrica não permaneça ativa enquanto a solda estiver desligada — tudo isso é regulado por uma equipe na parte superior da operação.

Além da dificuldade nesse processo, as bolhas que saem da solda entram no campo de visão do soldador e tornam a operação muito mais complicada. 

Soldagem hiperbárica

Essa técnica usa uma câmara seca em torno da área a ser soldada para que a água não entre no lugar. Esse ambiente é pressurizado com uma mistura de gases, como hélio, argônio e oxigênio, que são inertes e não queimam. Dessa forma, soldador e solda permanecem secos durante toda a etapa.

Por ser bem mais seguro, esse tipo de soldagem é usado principalmente em instalações de petróleo e gás. Por mais seguro que esse processo seja, os eletrodos da solda também são fortemente isolados para evitar acidentes.

Taxa de mortalidade e salário

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Um dos motivos para a soldagem subaquática ser considerada tão perigosa é a alta taxa de mortalidade entre os profissionais. Em média, 5 a cada 3 mil soldadores em período integral perdem a vida por ano. Os maiores riscos são doença descompressiva, hipotermia, falhas no equipamento e choques elétricos.

Esse também é um dos motivos pela profissão pagar tão bem. De acordo com as estatísticas globais, um soldador subaquático ganha cerca de US$ 54 mil dólares por ano — algo em torno dos R$ 290 mil. 

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