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Para onde vai a cera da vela depois de queimada?

Ao acendermos uma vela, podemos constatar que ela terminará com um tamanho menor do que apresentava antes de ser queimada. Portanto, também é possível pensarmos que parte da cera pertencente a sua composição desaparece conforme a chama permanece acesa no pavio. Mas para onde esse material vai?

O que muitas pessoas não sabem, entretanto, é que a cera das velas se oxida no fogo para produzir água e dióxido de carbono, os quais se dissipam no ar ao redor da vela em uma reação que também provoca luz e calor. Então, vamos entender um pouco mais sobre como esse processo químico ocorre. 

Combustão da cera

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Primeiramente, precisamos entender que a parafina das velas — outro nome para a cera — é composta de uma cadeia de átomos de carbono conectados a átomos de hidrogênio. As moléculas de hidrocarboneto, como são chamadas, podem queimar completamente, o que fica evidente quando a cera perto do pavio derrete em um líquido.

Conforme a chama vai queimando, esse líquido é vaporizado e interage com o oxigênio do ar. Durante esse processo, mais cera líquida é atraída para o pavio através de algo chamado ação capilar, o que faz com que líquidos consigam subir, contrariando até mesmo a lei da gravidade.

Por meio dessa combustão, a chama seguirá consumindo a vela por completo e não deverá deixar qualquer resquício de cinza ou resíduo da cera. Dessa forma, a parafina é usada como suprimento de combustível que alimentará a chama da vela por um determinado período, emitindo calor nesse intervalo. Essa reação só irá terminar quando não houver mais cera ou o calor não for suficiente para queimá-la.

Relação entre pavio e cera

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Se uma pessoa tentasse queimar o pavio de uma vela solto, ela perceberia que ele seria consumido em questão de segundos. Isso não acontece quando ele está no meio da vela, pois a parafina — que é um derivado do petróleo com compostos inflamáveis — protege-o dessa reação. 

Quando o pavio é aceso, a cera no topo da vela derrete e é absorvida. Essa parafina líquida se transformará em vapor com o calor da chama e é esse vapor que pegará fogo. É por isso que a “corda” demora tanto para queimar, principalmente porque conta com essa camada de proteção envolvendo-a o tempo todo.

De acordo com especialistas, sempre sobra um pouco de parafina ao final de uma vela, pois cada hidrocarboneto é inflamável em proporções diferentes. Sendo assim, nem sempre a chama será forte o bastante para queimar os menos voláteis.

Inalar cera

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Já que a cera se transforma em vapor e se mistura com o ar, é possível que estejamos inalando a parafina quando estamos perto de uma vela? Isso é nocivo para a nossa saúde? Na verdade, não é exatamente assim que as coisas funcionam. Quando uma vela está queimando, a combustão é extremamente eficiente.

Tudo que é lançado ao ar é apenas água e dióxido de carbono — nada anormal que já não esteja presente no ar que você respira rotineiramente. Na pior das hipóteses, uma vela que está queimando em condições instáveis liberará um fino fio de fuligem em sua fumaça, que é possível ver quando a chama está tremulando. 

Mesmo assim, a cera vaporizada que existe ao redor da chama não viaja para muito longe ou dura por muito tempo depois que a vela se apaga. Sendo assim, não há nada com que você tenha que se preocupar. 

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