Neurociência pode ajudar a melhorar a alfabetização

Em qualquer parte do mundo, o cérebro humano funciona de maneira similar. Não importa o idioma, os sons e os símbolos inseridos na linguagem. As regiões do cérebro responsáveis pela capacidade de aprender são as mesmas. Desse modo, é importante identificar possíveis falhas no sistema educacional para melhorar todo o contexto social de um país.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta atualmente com cerca de 11 milhões de analfabetos, mesmo que, segundo o Plano Nacional de Educação, haja previsão de redução da alfabetização absoluta em pelo menos 50% até 2024. Ao analisar estudos realizados em neurociência, constatamos que certas regiões cerebrais devem ser profundamente estimuladas para melhor capacidade de aprendizado.

Por isso, acredito que a neurociência apresenta grandes contribuições para a melhora do cenário educacional brasileiro. O uso de metodologias experimentais e tecnologias avançadas já ajudaram a fortalecer dados nos últimos 30 anos, com todo o rigor científico necessário, que é tema do meu estudo publicado esta semana em revista científica.

A capacidade de aprender é ampla e ilimitada. Além disso, o cérebro se renova e se adapta a diversas situações. A criação de soluções para falhas educacionais pode estar dentro da neurociência, pois, a memória é a base de aprendizagem, aprimorando as conexões neurais, proporcionando mais memória e mais capacidade de planejamento, abstração, julgamento e atenção. As crianças, por terem um sistema nervoso “mais plástico” do que um adulto, necessitam de uma estimulação precoce e correta para terem um maior potencial de aprendizagem.

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Fabiano de Abreu Rodrigues, colunista do Mega Curioso, é doutor e mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com o título reconhecido pela Universidade Nova de Lisboa; PhD em neurociência pela Logos University International/City University. É também mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio/Unesco; pós-graduado em Neuropsicologia pela Cognos em Portugal e em Neurociência, Neurociência Aplicada à Aprendizagem, Neurociência em Comportamento, Neurolinguística e Antropologia pela Faveni do Brasil; conta com especializações avançadas em Nutrição Clínica pela TrainingHouse em Portugal, The electrical Properties of the Neuron, Neurons and Networks, Neuroscience em Harvard (EUA); é bacharel em Neurociência e Psicologia pela EBWU e licenciado em Biologia e História pela Faveni do Brasil; tecnólogo em Antropologia pela UniLogos (EUA); com especializações em Inteligência Artificial na IBM e programação em Python na Universidade de São Paulo (USP); e MBA em Psicologia Positiva na Pontifícia Universidade Católica (PUC).

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