5 enormes ilhas que não estão no mapa — e não deveriam existir

Você talvez saiba que a maior ilha do mundo é a Groenlândia, com seus enormes 2,1 milhões de quilômetros quadrados. Porém, há outra ilha não muito menor que essa — com cerca de 1,8 milhões de km² — que não está no mapa. Isso porque ela nem deveria existir, já que é composta de lixo. Estima-se que ela tenha três vezes o tamanho da França. 

A ilha de lixo do Pacífico Norte — batizada oficialmente de “grande porção de lixo” ou “vórtice de lixo” — flutua entre a Califórnia e o Japão, “fazendo fronteira” com o arquipélago do Havaí

Lá estão 80 mil toneladas de plástico jogados por asiáticos e americanos (não apenas dos Estados Unidos, mas de todo o continente), durante décadas. Há seis vezes mais lixo do que plâncton, nessa região. Isso tudo, como você pode imaginar, está fazendo muito mal para a natureza e a vida marinha. 

Imagem: Shutterstock(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Um sétimo continente (de lixo)

A questão é que a Ilha do Pacífico Norte, infelizmente, não é a única. Há outros quatro enormes lixões nos oceanos do mundo. Confira a lista completa, por ordem de descoberta:

  1. Ilha do Pacífico Norte: é muito maior do que as outras, com três vezes o tamanho da França, e a que foi documentada por primeiro, em 1997.
  2. Ilha do Atlântico Norte: a segunda a ser estudada, vai do Caribe até a África e o sul da Europa, mas não se sabe sua dimensão exata. 
  3. Ilha do Índico: flutua entre a Austrália e Madagascar, com algo entre 2,1 e 5 km².
  4. Ilha do Pacífico Sul: descoberta em 2011, é menor e menos densa que a do norte. 
  5. Ilha do Atlântico Sul: foi a última a ser descoberta e também é a menor, com cerca de 0,7 km².

O enorme tamanho da Ilha do Pacífico Norte faz com que ela receba mais atenção do que as outras — existe até um movimento junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para que a ilha seja reconhecida como um país. Seu nome seria “Ilhas de Lixo” e há até uma bandeira, um passaporte e moeda propostos. Mais de 100 mil pessoas, incluindo o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, pediram a cidadania como forma de protesto. 

Mas como essas ilhas se formam?

É interessante observar que as ilhas de lixo nos oceanos não são propriamente um amontoado de garrafas e embalagens, como muitos podem imaginar. Na verdade, é muito difícil vê-las por satélite e até pessoas que passem por lá de barco podem não notar. Mas isso não significa que elas não sejam bastante nocivas.

O que acontece é que essas ilhas são formadas por plásticos que vão se decompondo nos oceanos, mas sobrevivem em partículas minúsculas. Trata-se dos microplásticos, com menos de cinco milímetros de comprimento. Na prática, esse lixo faz a água ficar turva e opaca, mas não tem a aparência de uma ilha propriamente dita. Justamente por isso, também é difícil ter medições exatas do tamanho das porções de lixo.

Imagem: Wikimedia Commons(Fonte: Wikimedia Commons)

De todo modo, os plásticos se concentram nessas regiões específicas devido às correntes marítimas, que formam giros em cada oceano — algo como um enorme redemoinho ou vórtice. Assim, esses pequenos pedaços de plástico vão criando uma mancha que não pode ser vista de longe, mas que fica muito nítida quando alguém pega uma amostra da água da região. 

Essas manchas de poluição coloca diversas espécies de animais em risco, visto que muitos comem esses detritos e restos de redes de pescas podem ficar presas nos animais. A solução, é claro, passa por reduzir a quantidade de lixo que produzimos e, principalmente, parar de jogá-lo no mar.

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