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6 lugares que não existem mais por conta das mudanças climáticas

Nos últimos anos, as mudanças climáticas vêm sendo discutidas por boa parte da comunidade científica como uma das maiores causas de desastres naturais por todo o planeta, apontadas como pivô para um futuro ainda mais sombrio caso medidas de retenção não sejam aplicadas com urgência. Porém, seus efeitos catastróficos estão surgindo com antecedência e potência além das esperadas e já geram impactos negativos para muitas regiões no globo, especialmente porções que ocupam terras de baixas temperaturas.

Confira abaixo alguns dos locais pelo mundo que já não existem ou que estão inacessíveis devido às mudanças climáticas.

1. Hotel Belvédère, Suíça

(Fonte: Flickr / Reprodução)(Fonte: Flickr / Reprodução)

Indicado como a vista residencial mais bonita da Geleira de Ródano, o Hotel Belvédère, localizado nas curvas dos Alpes Suíços, é uma construção que foi levantada no século XIX em Furka Pass e foi responsável por atrair milhares de visitantes — incluindo o set de filmagens de 007: Goldfinger e o Papa João XXIII — que desejavam observar o cenário espetacular. Porém, com o aumento das temperaturas globais, a geleira enfrentou um recuo de mais de 1,6 quilômetro, obrigando a administração do hotel a encerrar suas atividades devido à falta de segurança.

2. Vila de Vunidogoloa, Fiji

(Fonte: Euronews / Reprodução)(Fonte: Euronews / Reprodução)

Por conta do aumento do nível do mar e enchentes causadas tanto por chuvas quanto tempestades poderosas alimentadas por gases de efeito estufa, a vila Vunidogoloa, em Fiji, tornou-se inabitável, sendo uma das quatro principais comunidades do país a serem realocadas.

Casas se transformaram em ruínas e hoje estão inteiramente cobertas de vegetação, enquanto os vestígios de um antigo paredão construído para proteger a aldeia é um lembrete gritante do que a mudança climática pode fazer a uma população vulnerável.

3. Saint-Louis, Senegal

(Fonte: Adobe Stock / Reprodução)(Fonte: Adobe Stock / Reprodução)

Segundo Amadou Mansour Faye, prefeito de Saint-Louis, no Senegal, mais de 4% da população total de pessoas que vivem ao longo da costa oeste da África foram forçadas a viver em acampamentos temporários longe do litoral.

Os motivos para a migração foram as incidências de inundações, erosões e seca que danificaram não apenas a cidade de Saint-Louis, mas diversos territórios vizinhos, semeando conflitos por terras e recursos, forçando milhares de pessoas a fugir para campos de refugiados e provocando o surgimento de grupos extremistas.

4. Recifes de coral na Ilha Christmas, Austrália

(Fonte: Getty Images / Reprodução)(Fonte: Getty Images / Reprodução)

Entre 2015 e 2016, cerca de 90% dos recifes de coral na Ilha Christmas, Austrália, morreram ou perderam a cor devido ao estresse térmico, em especial aos aumentos substanciais da temperatura na Oceania. Fornecedores de alimento para boa parte das espécies marítimas que abrigam o litoral, os corais viram, na decadência da Grande Barreira de Recifes, um desgaste profundo no ecossistema local, contribuindo para a precarização da qualidade de vida da vida no mar e em terra firme.

5. Estação de esqui Chacaltaya, Bolívia

(Fonte: Viajando na Janela / Reprodução)(Fonte: Viajando na Janela / Reprodução)

Lar do único resort de Esqui da Bolívia, a geleira Chacaltaya atraía turistas de todo o mundo desde os anos 1930, exibindo uma vista de 5340 metros de altura e o restaurante mais alto do planeta. Porém, o desaparecimento completo da geleira, em meados de 2009, transformou o local em uma região completamente abandonada. Os administradores do resort ainda recebem visitantes com frequência reduzida e com poucas atividades disponíveis a serem realizadas.

6. Shishmaref, Alasca

(Fonte: NOVA / Reprodução)(Fonte: NOVA / Reprodução)

Cidade costeira no Alasca a apenas 48 quilômetros ao sul do Círculo Polar Ártico, Shishmaref abriga cerca de 600 pessoas Inupiat na costa do Mar de Chukchi. Por cerca de 10 meses ao ano, o gelo marinho costumava envolver todo o litoral local e dava condições para que a comunidade sobrevivesse por meio de peixes e da alimentação do ecossistema, mas o aumento das temperaturas e o derretimento dos blocos tornaram a paisagem quase inabitável. Hoje, a vila é uma das 31 comunidades no Alasca que enfrentam ameaças extremas de erosão.

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