Os sabores de diferentes países

Os sabores de diferentes países

Equipe MegaCurioso

Crédito: Divulgação - Thinkstock

Quem investe em uma viagem internacional em geral busca passeios que encantem não apenas os olhos, como no caso das belas paisagens, mas também agradem a outros sentidos. A culinária costuma ser um dos principais atrativos do passeio, seja conhecendo restaurantes recomendados por guias especializados ou experimentando aquela iguaria servida em feiras de rua.

Mesmo para aqueles que não vão muito longe nas férias, é possível conhecer fragmentos da gastronomia mundial aqui mesmo no Brasil. Restaurantes mexicanos, japoneses, franceses e árabes, citando apenas alguns exemplos, dão pequenas amostras do que é possível encontrar lá fora. E quem frequenta esses espaços temáticos já deve ter percebido que em cada região do globo há um tipo de alimento ou certos temperos que caracterizam a culinária.

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Pensando nisso, o TodaEla conversou com quatro chefs de cozinha para desvendar quais são os pratos e ingredientes mais marcantes em 10 partes do globo. Assim, é possível criar um jantar temático e levar um pedacinho de um dos seus países preferidos para um jantar com os amigos.

Confira a lista abaixo e separe os ingredientes.

Espanha

Típica paella. Crédito: Thinkstock

Não é à toa que a paella não pode faltar em um típico restaurante espanhol. De acordo com chef de cuisine e professor Guilherme Guzela, da empresa Eh Gastronomia, esse é o prato típico da região mais conhecido. Sua receita é composta basicamente de arroz, carnes variadas (ou frutos do mar) e legumes frescos. “O curioso é que a tradição diz que ele era um prato feito pelos homens, quando voltavam da caça, em que eles usavam todas as carnes que tinham caçado com um pouco de arroz e açafrão e faziam a refeição para suas esposas. Por isso o prato se chama Paella (algo como ‘para ela’)”, conta ele.

E se você não é um fã dessa receita, é possível também preparar um jantar típico espanhol com tortillas e tapas acompanhadas de tomate, pimenta e feijão. O chef conta que essas últimas surgiram antigamente. “Pelo calor que faz na região, as pessoas costumavam cobrir os copos e garrafas de bebida com algum pedaço de comida, com um pãozinho, para que não caísse mosca no copo. E isso virou um costume no país. Toda vez que se vai a um bar para beber, é servido o que eles chamam de ‘tapas’, que antes serviam para ‘tapar’ o copo”, explica o professor.

Entre os temperos, ele destaca o açafrão, que dá cor aos pratos, e o azeite de oliva. Para sobremesa, a dica é apostar nos churros.

Alemanha

Na culinária alemã, salsichas, tortas e bolos são os pratos mais característicos. Conforme explica a professora do curso de Gastronomia do Centro Tecnológico Positivo, Renata Futata, a comida do país muda muito conforme a região, mas os destaques ficam para os pães, doces folhados e a cerveja.

A mostarda se destaca entre os condimentos, sendo usada tanto para acompanhar o consumo da salsicha quanto para fazer doces. Para fazer um jantar típico alemão, não se esqueça de incluir no cardápio o repolho, carnes defumadas e também as sopas.

França

Pães, queijos e vinhos são característicos da culinária francesa. Crédito: Thinkstock

A professora destaca que as técnicas culinárias requintadas e os sabores sofisticados são as marcas da culinária francesa. Assim, os vinhos, queijos e pães devem ser a base de uma refeição inspirada no país.

Entre as carnes, coelho, galeto e ganso são bastante usados para os pratos principais, mas, nas cidades próximas à costa, os peixes também fazem sucesso. Entre os temperos, destaque para o alho e o azeite de oliva.

Os chefs Johnlee Justino e Ana Steinsack, proprietários da empresa Délices de Sucre, sugerem como cardápio para um jantar francês alguns pratos bem característicos da culinária local. Para entrada, é possível servir a sopinha francesa de cebolas. Já o prato principal pode ser Boeuf Bourguignon e purê de batatas cremoso feito com queijo grana padano. Para sobremesa, ofereça petit gâteau de chocolate com sorvete de creme.

Culinária Árabe

Típicos doces árabes. Crédito: Thinkstock

Para fazer uma refeição seguindo a tradição árabe, a dica da professora Renata é misturar especiarias. Vale caprichar no uso do cravo, canela, noz-moscada, gengibre, pimenta-do-reino preta e branca, manjerona, tomilho e gergelim.

Entre as carnes, a mais consumida é a de carneiro, que pode ser servida assada ou guisada. É possível também usar carne de cabrito ou aves, como a galinha e o peru.

Na culinária árabe, a chef destaca também alimentos como lentilha, ervilha e grão de bico. Para fazer aqueles conhecidos charutinhos oferecidos em restaurantes árabes, são usadas principalmente abobrinha e folha de videira ou parreira.

As frutas são outro destaque da culinária da região. Uvas, figos, damascos, amêndoas e pistaches são ingredientes dos deliciosos doces folhados, por exemplo.

Portugal

Entender a variedade da gastronomia portuguesa é simples. O chef de cuisine Guilherme Guzela explica que o país é conhecido pela navegação e, por isso, muitos costumes e ingredientes de outras localidades foram agregados à culinária local.

A base das receitas tradicionais da região é formada por bacalhaus, batatas, pimentões, cebolas e natas. Porém, o professor destaca que no dia a dia a cozinha portuguesa é mais simples, com pratos como frango ensopado com arroz e bisteca de porco grelhada.

“Os azeites portugueses também se destacam, sendo que esses são mais suaves no sabor e perfume do que os espanhóis. Alguns ingredientes não podem faltar na comida portuguesa, como a echalote, que é um cebola pequenininha, o coentro e o cominho”, completa ele.

México

Tortillas mexicanas. Crédito: Thinkstock

A culinária mexicana não é segredo no Brasil. A tortilla, que é uma tradição do país na cozinha, é uma espécie de panqueca feita com farinha de milho que pode ser encontrada em vários restaurantes típicos por aqui. Segundo a professora Renata, ela é a base da alimentação cotidiana no México.

Além dela, o feijão se destaca na gastronomia, surgindo em tamanhos e cores variados. Os cogumelos também são bastante usados para a preparação de saladas, sopas e tacos. Todos são servidos com o acompanhamento dos chillis (pimentas).

Entre as sobremesas, as principais são a geleia de goiaba, a pasta de gergelim e sorvetes inusitados, feitos com abacate, feijão e milho verde.

Culinária Indiana

A chef Renata explica que a culinária indiana é a mais aromática de todas. Isso porque os temperos e especiarias têm um papel fundamental das receitas, sendo combinados de diferentes formas.

Assim, para preparar um jantar típico indiano, é preciso ter por perto canela, cravo, cardamomo, noz-moscada, pimenta em grãos, coentro, cominho e gergelim, por exemplo. Já o curry, que por aqui é conhecido como tradição da gastronomia da região, é na verdade uma combinação de especiarias desenvolvida pelos britânicos, conforme explica a professora.

As misturas tradicionais de temperos feitas pelos indianos, na verdade, são chamadas de masalas, em que as especiarias secas ou frescas são combinadas e moídas, deixando a comida com um aroma característico.

Itália

Crédito: Thinkstock

De acordo com o chef Guzela, que trabalhou em dois restaurantes da Itália, a culinária local é conhecida por ser uma comida simples, de preparos rápidos e fácil paladar. “A comida italiana é famosa e faz sucesso no mundo todo. O que o brasileiro não sabe é que o italiano tem um modo diferente de fazer sua refeição”, explica ele.

Assim, o almoço ou jantar começa com um antipasto, que é uma entrada formada por patê com pães, bruschetta ou um carpaccio. Em seguida, é servido o primo piato, que é à base de carboidrato, em que vale apostar em um risoto, massa com molho, polenta ou nhoque. Depois vem o secondo piato, que tem carne servida apenas com legumes e diferentes formas (cozida, assada ou frita). Por fim, vem a sobremesa, que pode ser mais ou menos açucarada, dependendo da região da Itália.

Entre os ingredientes, destaque para o arroz, as massas, os embutidos (salames e mortadelas, por exemplo) e os queijos. Os temperos mais usados são o alecrim e a sálvia.

Grécia

Se você está planejando um jantar típico grego, a dica da professora e chef Renata é apostar em um prato bem regional, como o carneiro assado ao forno com batatas ou a moussaka, um gratinado de berinjelas e carne moída.

Moussaka típica da Grécia. Crédito: Thinkstock

Para acompanhar, escolha vegetais como tomate, ervilha, quiabo e cebola, que são bastante característicos da região. O azeite de oliva também não pode ser deixado de lado.

As sobremesas abusam das castanhas e entre as mais conhecidas estão o rizogalo, que lembra o arroz doce brasileiro, e as blakavás, que podem ser comparadas ao doce mil folhas, sendo feitas com amêndoas.

Japão

Quando se fala em culinária japonesa, o que vêm à mente são os sushis e sashimis que fazem sucesso nos restaurantes temáticos brasileiros. E não é segredo que por lá a preferência é por sabores frescos, como dos peixes crus.

Além disso, como explica a professora Renata, o cereal mais utilizado é o arroz, que pode ser servido de diversas formas, em sushis, bolinhos recheados ou mesmo sozinho.

Para preparar uma refeição completa, aposte em uma sopa. As receitas mais tradicionais possuem como base o caldo de peixe temperado com sal e shoyu, mas é possível acrescentar também flocos de peixe, algas, carnes, mariscos, legumes ou tofu.

O sashimi pode servir como entrada ou prato principal, sendo acompanhado de arroz, cerveja ou sakê. Os peixes mais usados são salmão, atum, linguado, peixe-serra e olho de boi. Porém, é possível também experimentar lula, polvo, camarão e kani. Para servir, complemente a refeição com nabo ralado, conserva de gengibre, pasta de raiz forte e shoyu.

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