Qual é a melhor maneira de alcançar a felicidade?
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Qual é a melhor maneira de alcançar a felicidade?

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Você sabia que hoje em dia existem quase 3 bilhões de pessoas no mundo que sobrevivem com menos de US$ 2 por dia? Para elas, a vida costuma ser tão complicada que mal sobra espaço para pensar em si mesmo ou buscar a felicidade. Entretanto, a vida moderna de grandes países tem criado uma nova leva de pessoas infelizes. Por que isso?

Quando estamos com todas as nossas necessidades básicas em dia, sobra mais tempo para nos preocuparmos com como passaremos o resto de nossas vidas. É por isso que também pensamos mais em como podemos atrair a felicidade para nossos dias. Porém, tem gente que não crê nisso, acha que não passa de bobagem. Será?

A felicidade é um conceito muito difícil de definir. Os filósofos gregos acreditavam que isso acontece quando temos uma vida boa e que vai além do prazer temporário. Hoje em dia, diversas correntes de pensamento encaram a felicidade de formas variadas: seria uma alegria momentânea, para alguns, ou a aceitação por um grupo que respeitamos, para outros. Mas isso ainda é muito vago...

Afinal: o que é essa tal de felicidade?

A idade te deixa mais feliz

Por ser difícil de definir, diversos cientistas testam estudos sobre como cada indivíduo encara a felicidade. Existe uma fórmula secreta para atingi-la? O segredo da felicidade para mim funcionaria para outra pessoa? Analisar grupos heterogêneos parece uma forma de chegarmos a um denominador comum, mas, por ser um conceito muito subjetivo, a felicidade pode nem sempre ser igual para todos.

Um estudo conduzido pela Universidade de Chicago, o qual teve duração de 32 anos e foi feito com 28 mil pessoas, descobriu que os mais velhos costumam ser mais felizes que os mais jovens. Aos 88 anos, 1 em cada 3 pessoas se considerava feliz. Essa taxa cai para 1 em cada 4 pessoas na faixa dos 18 a 20 anos. Uma hipótese para explicar isso é a de que os idosos têm mais consciência de que a perfeição raramente é alcançada a todo o momento.

O dinheiro e a religião também são fatores que podem influenciar no quanto uma pessoa é feliz, mas não são a solução para tudo. “As pessoas religiosas podem ser mais felizes do que os ateus, mas somente se a sociedade a que pertencem valorizar altamente a religião, algo que nem sempre acontece”, explica a pesquisadora Sandra Udson.

Leia: 15 hábitos que estão relacionados com a felicidade

Com o tempo, entendemos que não seremos felizes o tempo todo

A felicidade nas pequenas coisas

A professora Sonja Lyubomirsky, autora do livro “A Ciência da Felicidade”, descobriu que 50% da felicidade são determinados por fatores genéticos, 40% são controlados por si mesmo e 10% dependem do entorno no qual a pessoa está inserida. Ou seja: você nunca terá controle pleno daquilo que pode te deixar feliz. Agora, definir o que te deixa feliz não é tão fácil. “Em geral, as pessoas têm passado muito tempo tentando se sentir bem o tempo todo. Em vez disso, deveríamos nos concentrar em descobrir o que é importante e o que não é”, pondera Mark Manson, autor de um livro que ensina a arte de não se importar com problemas desnecessários.

Em vez disso, deveríamos nos concentrar em descobrir o que é importante e o que não é

Algumas etapas da vida possuem o dom de ser frustrantes. Concluir uma faculdade, escrever um livro, construir uma casa: são projetos que consomem energia e nem sempre a recompensa é imediata. Mesmo assim, a maioria das pessoas investe nisso para uma felicidade em longo prazo.

Por isso, Gretchen Rubin, que passou 1 ano buscando a própria felicidade e transformou isso em um livro, sugere começar com pequenos projetos. “Em vez de investir na meditação diária para responder perguntas profundas de autoidentidade, eu deveria começar com o básico, como ir dormir em uma hora decente e não me deixar ficar com muita fome, por exemplo”, escreve Gretchen. E, convenhamos, a felicidade pode estar, sim, em uma bela bomba de chocolate e em uma noite agradável de sono. E isso já é um belo pontapé inicial.

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