Confira algumas curiosidades infernais sobre o calor
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Confira algumas curiosidades infernais sobre o calor

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De norte a sul do país, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a população brasileira está enfrentando dias de calor absurdos e, segundo a previsão, as temperaturas devem continuar altas durante os próximos dias, podendo ultrapassar a marca dos 40 °C em algumas áreas.

Será que, além de sofrer com a onda calor, você sabe como é que a temperatura é medida — não vale dizer “com o termômetro”! —, e quais são os danos que o excesso de calor pode provocar no organismo? A seguir você pode matar um pouquinho da sua curiosidade:

O Sol: amigo e inimigo

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Embora todo esse calor seja o resultado de uma enorme combinação de fatores, basicamente, o responsável por manter o planeta aquecido é o Sol. Nossa estrela se encontra a 150 milhões de quilômetros de nós e, apesar dessa distância toda (a uma velocidade de 96,5 quilômetros por hora, levaríamos 176 anos para chegar lá de carro), a luz emitida por ela demora aproximadamente 8 minutos para atingir a superfície da Terra.

A temperatura no centro do Sol é de 5,5 milhões de graus Celsius e, se ele fosse oco, mais de 1 milhão de Terras caberiam em seu interior. Olhar diretamente para ele durante alguns minutos pode causar cegueira permanente e, em algumas circunstâncias, ele pode nos matar. No entanto, a luminosidade, o calor e a energia são essenciais para a nossa sobrevivência, e sem esses ingredientes a Terra seria uma enorme esfera congelada, escura e sem vida.

Como a temperatura é medida?

Fonte da imagem: Reprodução/Câmara Municipal de Vinhedo

Voltando à Terra, quando falamos em temperatura, é importante saber que existem duas medições principais: a do ar e a da superfície. A primeira é feita fora do alcance da incidência direta da luz solar para evitar que os materiais próximos ao termômetro absorvam a radiação e afetem a leitura. Além disso, os equipamentos devem estar entre 1,2 e 2 metros do solo e protegidos do sol, e não devem ficar sob a sombra de edifícios ou árvores, por exemplo.

A temperatura do ar é regulada pela umidade presente nele e por sua circulação — que envolve a oscilação das massas de ar na atmosfera e a dinâmica dos ventos através da paisagem. Este é o calor que sentimos nos nossos corpos, além de ser este o que determina o nosso nível de conforto térmico.

Estação de medição da temperatura do ar Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Já a temperatura da superfície representa a energia solar absorvida e reemitida ao ambiente e, muitas vezes, ela é significativamente superior à temperatura do ar. Mas isso é fácil de entender, afinal, você certamente já deve ter percebido que, quando caminha descalço sobre a areia ou a calçada em dias de muito sol, a sensação de calor é muito maior nos pés do que no resto do corpo.

Essa temperatura reflete a quantidade de calor de uma determinada parcela do terreno, resultante da radiação solar, das condições atmosféricas e outros fluxos de calor. As marcas mais altas normalmente são registradas em locais de céu pouco encoberto, solo seco, pouco vento e baixo albedo, ou seja, locais com superfícies que absorvem muita luz em vez de refleti-la, e que conduzem pouco calor.

Quanto calor os seres humanos podem suportar?

Fonte da imagem: pixabay

Já publicamos aqui no Mega Curioso uma matéria sobre quanto frio os seres humanos são capazes de suportar. Mas, e com respeito ao calor, você sabe o que acontece com o organismo quando somos expostos a temperaturas muito altas? Um dos riscos associados com o excesso de calor é a insolação, que se instala rapidamente e ocorre quando o corpo ultrapassa os 40 graus e não consegue diminuir a temperatura.

Para regular o excesso de calor, o nosso organismo libera suor. Contudo, em determinadas situações, esse mecanismo não é suficiente, e é nesse ponto que começamos apresentar sintomas como taquicardia, confusão, náusea, dor de cabeça, câimbra, tontura, respiração acelerada, alucinações, convulsões e desmaios. O tratamento é simples, e envolve resfriar o corpo imediatamente e ingerir líquidos frescos para ajudar a frear o processo.

Caso não seja possível combater o calor, o corpo pode entrar em choque, o que, por sua vez, pode causar sérios danos aos órgãos internos e levar à morte. A maioria dos humanos pode morrer de hipertermia depois de expostos a temperaturas de 60 °C por apenas alguns minutos, e só em 2003, a onda de calor que atingiu a Europa matou um número estimado entre 40 e 70 mil pessoas. Portanto, fique esperto e confira aqui algumas dicas para sobreviver ao calor.

Mais curiosidades:

  • O local que detém o recorde de maior temperatura do ar já registrada na História é o Vale da Morte, na Califórnia, com a marca de 56,7 °C medidos em julho de 1913. A temperatura mais alta já medida na superfície superou os 70 °C, e foi registrada em 2005 no deserto de Dasht-e Lut, no Irã;
  • A maior temperatura do ar já registrada oficialmente no Brasil foi de 44,7 °C, na cidade de Bom Jesus, no Piauí, medida em novembro de 2005;

Fonte da imagem: Reprodução/De OlhoNo Tempo

  • Considerando dados como temperatura máxima, média e sensação térmica, o Rio de Janeiro ganhou o título de cidade mais quente do país neste verão, com os termômetros acima dos 35 °C e sensação térmica superior aos 50 °C;
  • Embora muita gente acredite que faz calor no verão porque a Terra está mais próxima do Sol, a verdade é que as temperaturas mais altas são provocadas pela inclinação do nosso planeta, que permite que os raios solares atinjam um dos hemisférios de forma mais direta do que no outro;

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

  • Aliás, durante o verão no Hemisfério Norte, a Terra se encontra mais distante do Sol, recebendo 7% menos luz do que o Hemisfério Sul recebe durante o seu verão;
  • Em Urano, os verões, com direito a uma sequência constante de raios solares, duram 42 anos, seguidos de mais 42 deprimentes anos de inverno e escuridão;

Fonte da imagem: pixabay

  • Por outro lado, como os polos de Vênus e Júpiter se encontram em um ângulo perpendicular ao de suas órbitas, as estações nem sequer são perceptíveis. Não que isso importe muito: caso você decidisse veranear em Vênus, seu corpo seria simultaneamente sufocado, esmagado e “cozido” a 465 °C, enquanto que em Júpiter a alta radiação o mataria antes mesmo de você aterrissar na superfície;
  • Dentro de um período entre 1 e 3 bilhões de anos, a progressiva intensidade do calor do Sol terá feito com que toda a água do nosso planeta desapareça, transformando os oceanos em enormes desertos. Portanto, aproveite para se refrescar na praia enquanto você pode!
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