Saiba como montar um prato balanceado e saudável

Saiba como montar um prato balanceado e saudável

Equipe MegaCurioso

Fonte: Thinkstock

Todas as vezes que você vai a um buffet por quilo, é comum você preencher o prato todo com quase todas as opções que o lugar oferece e ainda fazer uma montanha de comida, achando que se não fizer isso pode passar fome? E quando está em casa, com as travessas de refeição na mesa, você repete até ficar com o estômago muito cheio e quase sempre deixa a salada de lado?

Se você se identificou com essas situações, é bastante provável que você não esteja sabendo equilibrar a sua alimentação diária para seguir uma dieta saudável e também pode estar um pouco acima do peso. Acertamos? Esteja você dentro ou não desse perfil, o importante é que devemos saber avaliar bem os nossos vícios alimentares, que podem estar gravados em nossa memória desde quando éramos crianças.

Desde a nossa infância fomos estimuladas a comer bem para “crescer forte”. Porém, isso não significa que devemos extrapolar e comer além da conta. Entretanto, muita gente traz alguns hábitos dessa fase, que para a vida adulta podem não ser muito saudáveis.

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Um exemplo? Colocar comida demais no prato e raspar tudo até o final mesmo após a fome ter passado há muito tempo. Claro, que aspectos culturais entram nessa questão, mas às vezes é preciso se perguntar: eu preciso mesmo dessa quantia de comida nesse momento? O resultado disso pode ser quilos a mais e até digestão prejudicada.

Além dessas situações, é necessário saber exatamente o que se põe no prato. Vegetais, proteínas e carboidratos devem estar presentes diariamente, fazendo um equilíbrio saudável e nutritivo na hora das refeições.

Segundo a nutricionista Melissa Santos, um prato ideal é composto de folhas, legumes, carboidratos integrais, grãos e proteína magras. Mas, como balancear as porções de cada grupo alimentar?

Equilíbrio e saúde

Seja no café da manhã, almoço ou jantar, é importante ter sempre alimentos saudáveis incluídos nessas refeições e nos lanches entre elas, que podem ser feitos com frutas, iogurtes sem gordura, gelatina, sucos naturais, barras de cereais ou biscoitos integrais.

Quando estiver em um restaurante, tente resistir às tentações e não usar toda a superfície do prato. Em alguns bufês por quilo, o prato já é maior, resultando em comida demais e saúde de menos. Por isso, fique de olho e tente não exagerar. Deixe para caprichar nas saladas, que tem poucas calorias, muitas vitaminas e fibras.

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Algumas armadilhas da boa forma também aparecem em lanchonetes e restaurantes de redes internacionais, que oferecem as tão calóricas megaporções. Esse tipo de refeição foi tomando conta do mercado gastronômico do nosso país, oferecendo pratos enormes e, geralmente, deliciosos. O indicado é não se render a essas tentações, mas, se for inevitável, divida com uma amiga (ou mãe, marido, namorado), ou prefira opções menores e que tenham menos calorias e gorduras saturadas.

Em se tratando de quantidades, se possível, é indicado que você consulte um profissional em nutrição, que irá fazer uma avaliação do seu perfil, levando em conta peso, altura, sexo, idade, atividades físicas e seus objetivos.

Entretanto, há dicas valiosas sobre como dividir bem as porções de alimentos no prato, que servem para todas as pessoas. Mas, antes, é preciso saber mais sobre os alimentos construtores, energéticos e reguladores, que formam o equilíbrio ideal no seu prato, fazendo parte de uma dieta saudável.

Alimentos construtores, reguladores e energéticos

Os alimentos construtores são aqueles ricos em proteína, que oferecem os nutrientes essenciais para a formação da pele, músculos, ossos e todo o nosso organismo. Esse grupo é composto por alimentos como carnes (bovina, frango e peixe), leite e derivados, ovos, grãos, e cereais como feijão, quinoa, arroz integral, lentilha e grão de bico.

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Além desses alimentos, que são os mais proteicos, existem muitos outros com uma quantidade significativa de proteínas e que podem entrar nas suas refeições diárias.

As opções reguladoras são os alimentos formados por vitaminas, fibras, minerais e água, sendo que esses nutrientes são encontrados nos legumes, verduras e frutas. Além desses benefícios, os alimentos reguladores tem baixas calorias e também possuem fibras, que são importantes para a digestão e para o bom funcionamento do intestino.

Por fim, os alimentos energéticos, que são os carboidratos. Entram nessa categoria a batata, o arroz, milho, pães, mandioca, batata salsa e tubérculos em geral. Além desses, dê preferência às opções energéticas integrais de arroz, macarrão e pães, que também oferecem alta concentração de carboidratos.

Com isso em mente, fica mais fácil manter um equilíbrio no prato e fazer uma divisão de porções ideais, que você confere a seguir.

Dividir e balancear

É certo e totalmente comprovado que um prato bem colorido é sinônimo de uma alimentação saudável, seguindo o princípio de conter os grupos alimentares importantes para uma nutrição adequada. Para distribuir corretamente esses alimentos, é simples.

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De acordo com a nutricionista Melissa Santos, o indicado é dividir o prato em quatro partes iguais. Mas, antes de tudo faça primeiro um prato de salada crua, contendo vegetais verdes, amarelos, vermelhos e brancos. Quais são eles? Confira alguns exemplos abaixo:

  • Amarelos: abóbora, cenoura, milho, pimentão amarelo;
  • Brancos: cebola, chuchu, cogumelo, couve-flor, nabo, palmito, rabanete e pepino;
  • Verdes: abobrinha, acelga, alface, quiabo, repolho, agrião, pimentão verde, brócolis, chicória, vagem, couve, espinafre, rúcula e escarola;
  • Vermelhos: beterraba, pimentão vermelho e tomate;

Após a salada, que já vai proporcionar um pouco de saciedade, monte o prato com o restante dos grupos, dividindo-o em quatro partes. Confira abaixo uma sugestão indicada pela nutricionista:

  • ¼ prato: legumes ao vapor (incluir alimentos como abóbora, abobrinha, cenoura, brócolis e couve flor). O recomendado é que se consuma uma porção que seja do tamanho de sua mão fechada, valendo também para os dois itens abaixo;
  • ¼ prato: carboidratos como arroz integral ou mandioca ou batata ou massa integral ao sugo;
  • ¼ prato: leguminosas como feijão ou lentilha ou grão de bico ou ervilha torta ou quinua;
  • ¼ prato: proteínas como peito de frango ou peixe. A carne magra deve ser consumida uma vez na semana ou, no máximo, duas. Para medir a porção de proteína no prato, uma dica é consumir um pedaço do tamanho da sua palma da mão.

Você pode substituir os alimentos do cardápio sugerido acima, de acordo com os grupos alimentares de proteínas, vegetais, grãos e carboidratos.

Dicas e truques

Existem algumas formas de diminuir a quantidade das porções e também de se controlar mais durante as refeições. É importante ressaltar que esse tipo de recomendação não é somente uma questão de boa forma, mas sim de levar uma vida mais saudável a fim de manter o bem-estar e evitar doenças.

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Seguindo algumas pequenas mudanças no seu dia a dia, você poderá se sentir melhor e mais leve. Confira abaixo:

Mastigue os alimentos mais lentamente, pois dessa forma o centro de saciedade é ativado, deixando o nosso organismo satisfeito mais rapidamente;

Quando estiver em casa, experimente usar, no almoço e jantar, pratos e talheres de sobremesa. Você vai colocar porções menores e ficar satisfeita da mesma forma com a qual ficaria se usasse um prato grande;

Também em casa, procure não dispor na mesa em que for comer aquele monte de travessas cheias de comida na sua frente. Com toda a fartura disponível, a tendência é que você repita várias vezes sem nem mesmo estar com fome. Por isso, faça um teste, deixando as refeições no fogão. Assim, você faz o prato e vai para a mesa. Você vai ver como faz diferença.

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Se você está buscando uma mudança na alimentação, quer inserir opções mais nutritivas no cardápio ou quer manter a forma, aproveite as sugestões acima e tenha uma vida mais equilibrada e saudável.

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