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Por que há diferenças entre os tipos de sangue?

O sangue humano tem grande importância no funcionamento do nosso organismo e realiza funções fundamentais, como carregar oxigênio e nutrientes para as células. Porém, você já deve ter notado que nem todas as pessoas do mundo têm o mesmo tipo sanguíneo, com cada um deles carregando suas particularidades.

Mas por que isso acontece? Os tipos de sangue são determinados pela presença ou ausência de certos antígenos — substâncias que podem desencadear uma resposta imunológica se forem estranhas ao corpo. Isso significa que uma transfusão de sangue não compatível pode provocar sérios problemas de saúde em uma pessoa. Entenda mais sobre essa situação e outros casos!

Tipos sanguíneos

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Existem quatro grupos sanguíneos principais determinados pela presença ou ausência de dois antígenos — A e B — na superfície de nossas hemácias. Além dos antígenos A e B, existe uma proteína chamada “fator Rh”, também chamado de antígeno D, a qual determina se o nosso sangue será positivo ou negativo. Como resultado, os oito tipos sanguíneos possíveis são: A+, A-, B+, B-, O+, O-, AB+, AB-.

O sangue tipo A representa a presença do antígeno A e o sangue tipo B representa a presença do antígeno B, sendo o tipo AB a existência de ambos. Pessoas com sangue O têm a ausência dos antígenos. Para que o sangue de uma pessoa seja considerado positivo, ela precisará ser testada para a presença do antígeno D.

O fator predominante que determina qual será o sangue de uma pessoa é a genética oferecida pelos pais. Por exemplo, um casal de pais de tipo sanguíneo A e O só poderão ter filhos dentro desse mesmo padrão de sangue, jamais B ou AB. Tipos sanguíneos diferentes não são considerados um fator determinante para a saúde das pessoas, sendo uma diferença a ser considerada para casos de transfusão de sangue.

Doação de sangue

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Quando uma pessoa precisa de transfusão de sangue, os sistemas Rh e ABO são essencialmente considerados para proteger a saúde do paciente. Isso acontece porque quem nasce com o sangue A, por exemplo, também nasce com anti-B. Portanto, o sistema imunológico dessa pessoa está programado para reagir negativamente caso entre em contato com o sangue tipo B. O mesmo acontece com pessoas de tipo B, que nascem com o anti-A.

Por outro lado, quem é do tipo AB tem os dois tipos de proteína e pode receber doações de qualquer pessoa. Esse é o motivo desse tipo sanguíneo ser conhecido como receptor universal. Já indivíduos que nascem com o sangue tipo O acabam por apresentar tanto o anti-A quanto o anti-B, e por isso só podem receber sangue do mesmo tipo. 

Ao mesmo tempo, o sangue O é chamado de doador universal, pois não tem os antígenos A e B e não causa reação em nenhum outro tipo de sangue. Receber um sangue incompatível é considerado um processo gravíssimo na medicina, visto que provoca calafrios, tremores, insuficiência renal e até mesmo risco de óbito. Nesses casos, o organismo identifica o “objeto estranho” e acaba destruindo todos os glóbulos vermelhos que recebeu.  

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