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Conheça 6 mitos sobre as vacinas que devem ser combatidos

A pandemia de covid-19 causou medo e apreensão, sendo responsável por colocar em foco os movimentos antivacina, constituídos por grupos de pessoas contrárias à obrigatoriedade da vacinação.

A vacina é uma das maiores invenções da história da Medicina. A primeira foi criada no século XVIII pelo médico Edward Jenner para combater a varíola, naquele momento a maior ameaça à humanidade.

De lá para cá, muitos mitos foram criados a respeito delas, colocando pessoas em risco e até retornando doenças que estavam próximas à erradicação. Conheça seis desses mitos e ajude a espalhar a informação correta.

1. Sistema imunológico infantil não suporta vacinas

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Quando crianças deixam de ser vacinadas, cria-se um grupo que passa a ser suscetível a contrair determinadas doenças. Elas também se tornam agentes infecciosos para quem escolhe não ser vacinado, além dos que, por razão médica, não podem se imunizar.

Movimentos antivacina levantaram suspeitas de que a alta carga de vacinas recomendadas a bebês e crianças de até 2 anos (são 11 no total) sobrecarregariam o sistema imunológico deles. Segundo essas pessoas, o correto seria, caso fosse o desejo, iniciar a vacinação apenas quando o sistema imunológico estivesse mais "maduro".

É importante frisar que as vacinas usam versões modificadas dos micro-organismos para fazer que o corpo das crianças fique preparado para quando, efetivamente, entrar em contato com o agente patogênico.

2. Vacina Tríplice (DTP) provoca problemas neurológicos

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Na década de 1970, muitos movimentos antivacina eclodiram na Europa, Ásia e América do Norte contra a vacina Tríplice (DTP), que combate a difteria, o tétano e a coqueluche. No Reino Unido, difundiu-se a mensagem de que 36 crianças teriam sofrido problemas neurológicos após a imunização com a vacina.

A imprensa, neste caso, infelizmente acabou repercutindo uma suposta controvérsia com a vacina, levando preocupação ao público. Até uma associação foi criada por pais cujos filhos teriam sido, supostamente, afetados negativamente pela vacinação. Assim, um comitê de especialistas se mobilizou para tentar reverter a confusão pública que havia tomado conta e levou à diminuição dos índices de vacinação.

3. A Vacina Tríplice Viral (MMR) pode causar autismo

(Fonte: Prefeitura de Jaboatão)(Fonte: Prefeitura de Jaboatão)

Andrew Wakefield foi um médico que questionou a vacina Tríplice Viral (MMR). Ele alegou que ela não havia sido testada o suficiente antes de ser colocada em uso e levantou a possibilidade de que ela tivesse relação com autismo.

Wakefield publicou um artigo na The Lancet, uma das mais antigas e respeitadas revistas científicas sobre Medicina, defendendo sua falaciosa tese. Posteriormente, descobriu-se que ele havia falsificado dados, ocasionando a perda de seu registro médico.

Mesmo desmistificadas, as alegações do agora ex-médico seguem repercutindo. Na Inglaterra, a taxa de vacinação da Tríplice Viral está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

4. Só está adoecendo quem foi vacinado

(Fonte: Senado Federal)(Fonte: Senado Federal)

Um argumento constante entre pessoas antivacinas é afirmar que "a maioria das pessoas que adoece foi vacinada", tornando-se uma frase fora de contexto. Nenhuma vacina tem eficácia de 100%, no entanto isso não quer dizer que elas não são importantes.

Como a reação à vacinação é algo particular, nem todos ficarão imunes. Contudo, se a maioria das pessoas for vacinada, elas também serão a maioria numérica das que são infectadas. Já, proporcionalmente, a frequência de adoecimento é maior em quem não se vacina.

5. A indústria farmacêutica só lança vacinas pensando no lucro

(Fonte: Guia da Farmácia)(Fonte: Guia da Farmácia)

O mercado global de vacinas valia US$ 24 bilhões no ano de 2013, de acordo com economistas da OMS. Isso representa menos de 3% do valor total do mercado farmacêutico naquele ano.

Não se questiona que as vacinas são uma área importante para as farmacêuticas, mas o investimento em vacinação ajuda as nações pouparem despesas com o sistema de saúde. O maior investimento em vacinas resulta, por exemplo, em menor gasto com remédios, que são uma fatia mais expressiva do mercado farmacêutico.

Pesquisa conduzida pela Universidade Johns Hopkins, em 2016, estimou em US$ 16 a poupança em relação à saúde de cada dólar investido. Esse número levou em consideração os 94 países de menor renda média do nosso planeta.

6. Posso não me vacinar para doenças próximas à erradicação

(Fonte: Hospital Pequeno Príncipe)(Fonte: Hospital Pequeno Príncipe)

Ter um ciclo imunizacional completo ajuda a reduzir a incidência de doenças consideradas evitáveis. Porém, não se pode considerar que uma doença em ritmo de erradicação esteja sob controle na perspectiva global.

Como algumas doenças são endêmicas (aquelas sempre presentes e que acontecem com determinada frequência), seus agentes patogênicos podem ser transmitidos a partir de turistas, reavivando doenças em países cuja cobertura vacinal para aquela enfermidade esteja em declínio.

Um bom exemplo desse caso aconteceu no Brasil, em 2018, quando um surto de sarampo fez a doença ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias, 2 anos depois do país ter recebido o certificado de eliminação do vírus.

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