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4 questões importantes sobre vacinas contra covid-19 para crianças

A cada mês que passa, mais vacinas contra covid-19 estão sendo disponibilizadas para as populações mais jovens. Recentemente, a Food and Drug Administration (FDA), órgão regulamentador dos Estados Unidos, concedeu autorização de emergência para que os imunizantes — Moderna e Pfizer/BioNTech — sejam aplicados em bebês e crianças pequenas.

Anteriormente, a vacina da Pfizer/BioNTech era a única opção para crianças com 5 anos ou mais. Embora essa seja uma parcela da população que corre menos risco contra o vírus causador da pandemia, essa tem sido considerada uma medida importante para reforçar a saúde global. Veja só quatro questões importantes que englobam essas medidas.

1. Por que a vacinação para crianças pequenas é importante?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Para a nossa sorte, a pandemia de covid-19 se mostrou muito menos letal para crianças pequenas do que para adultos, especialmente aqueles dentro dos grupos de risco. Geralmente, os jovens são menos vulneráveis às doenças graves do vírus. De qualquer forma, menor risco não é sinônimo para risco zero.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, 442 crianças menores de 4 anos morreram de covid-19 até maio de 2022 e mais de 30 mil crianças foram hospitalizadas. Além disso, os mais jovens também são capazes de transmitir o vírus e impactar outra grande parcela da sociedade, sem contar o fato de não serem independentes e necessitarem de ajuda dos pais constantemente.

Logo, quando um bebê ou criança fica doente, eles não são os únicos afetados. Embora a maioria das crianças infectadas sobreviva, nem todas saem ilesas. Por esses motivos, manter esse grupo da população imunizado representa uma medida eficiente para evitar problemas futuros e que demais situações se agravem.

2. Qual a eficácia das vacinas da covid-19 para crianças pequenas?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Em termos gerais, as vacinas contra covid-19 para crianças trazem inúmeros benefícios e riscos minúsculos. Nos últimos meses, a Pfizer relatou que sua vacina tinha eficácia de 80,3% na prevenção de casos de covid-19 em jovens menores de 5 anos. A vacina para esse grupo utiliza uma dose de apenas 3 microgramas — um décimo da dose para adultos.

O imunizante deve ter aplicação espaçada em três injeções. As primeiras duas doses possuem três semanas de intervalo e a terceira é administrada dois meses após a segunda. A vacina da Moderna, por sua vez, usa 25 microgramas, em duas doses espaçadas de 28 dias. Para crianças entre 6 meses e 2 anos, a eficácia da vacina contra a doença foi de 43,7%, caindo para 37,5% para crianças de 2 a 6 anos. 

A queda na eficácia em comparação com a dos adultos muito tem a ver com o fato do imunizante ser direcionado às versões anteriores do SARS-CoV-2. Mesmo assim, a vacina ainda cumpre sua função principal de evitar hospitalizações e mortes.

3. Onde as crianças podem se vacinar?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

No Brasil, somente crianças entre os 5 e 11 anos podem receber as vacinas contra covid-19 disponibilizadas pelos governos estaduais em pontos de vacinação pré-estabelecidos. Mesmo assim, a cobertura vacinal dentro desse grupo ainda segue passos lentos em território nacional e apenas 30% do público-alvo está com duas doses.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou dados complementares sobre estudos em andamento com a CoronaVac para crianças a partir de 3 anos ao Butantan — algo que mostra como as vacinas passam por critérios rigorosos até serem liberados para a população.

Caso o andamento das pesquisas continue avançando, é provável que esses jovens possam ser vacinados em breve.

4. Que diferença essa vacinação faria para a pandemia?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Embora as vacinas não previnam totalmente a infecção — particularmente com as variantes e subvariantes mais recentes do covid-19 — elas reduzem as taxas de transmissão e evitam os piores efeitos da doença. Dessa forma, a aplicação de vacinas para mais pessoas reduz o impacto geral da doença, especialmente porque crianças espalham o vírus para pessoas mais vulneráveis. 

Quanto mais pessoas estiverem vacinadas, menos pessoas correm o risco de ficarem doentes. Mas as vacinas só são eficazes se as pessoas as tomarem, e isso continua sendo um desafio. Sendo assim, os governos precisarão achar formas de conscientizar a população e incentivar a vacinação em massa. 

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