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Como fazer a introdução alimentar de um bebê?

São muitas as dúvidas dos pais quando um primeiro filho nasce. Além das clássicas inciais (entre elas como lidar com cólica e a primeira febre), em algum momento o papai e a mamãe precisam atentar a outra questão: a introdução alimentar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, essa introdução deve iniciar no sexto mês de vida do bebê. Até essa fase o leite materno deve ser a fonte exclusiva da criança, e os alimentos sólidos vão surgindo de maneira gradativa ao longo do caminho até o primeiro ano de vida.

(Fonte: Unsplash/Reprodução)(Fonte: Unsplash/Reprodução)

Qual é a maneira certa de fazer a introdução alimentar?

De início, já podemos dizer que seu bebê não vai se acostumar rapidamente caso comece oferecendo almoço e janta tudo de uma vez. Muitos pediatras indicam que os pais comecem com uma fruta no período da manhã, aumentando as doses ao longo das semanas que seguem.

Também é importante ressaltar que, nesse primeiro momento, o bebê pode recusar o que é oferecido. Dessa forma, cabe aos pais tentar novamente em outra ocasião, sem a ideia de que “ele ou ela não gostou” logo de cara (isso só acontece após algumas tentativas de oferecer o alimento de maneiras variadas).

Outro aspecto é que crianças seguem muito um padrão de imitação. Assim, pode ser uma boa ideia o seu filho ou filha ver que está comendo o mesmo que ele/ela, demonstrando que o que está a sua frente vai fazer bem e ajudar em seu processo de crescimento.

Introdução alimentar deve ser feita de maneira gradativa a partir do sexto mês de vida do bebê. (Fonte: Unsplash/Reprodução)Introdução alimentar deve ser feita de maneira gradativa a partir do sexto mês de vida do bebê. (Fonte: Unsplash/Reprodução)

E qual é o cardápio correto?

Inicialmente seu bebê terá contato apenas com as frutas, mas por volta do sétimo mês o pediatra pode indicar começar a introduzir o almoço. Ao chegar nesse ponto, é importante observar que o prato precisa conter os cinco grupos principais de alimento para uma refeição completa (ou seja, carboidrato, grão, proteína, verdura e legume).

Já sobre a forma de oferecer, isso vai de cada pessoa. Há os que preferem papinha, enquanto outros acham mais prático dar o alimento da maneira como qualquer pessoa come e utilizando o método BLW — neste, o bebê é livre para pegar a comida na ordem em que desejar, aprendendo qual é o gosto e textura de cada item de maneira natural.

Nesse ponto, cabe aos pais decidir qual é a melhor forma de guiar esse momento (em casa, por exemplo, temos duas crianças que partiram do BLW em suas refeições e não tiveram grandes problemas nessa caminhada). Seja qual for a seleção, lembre-se de estar por perto e acompanhar cada etapa do crescimento do bebê: ele se sentirá protegido, e você com certeza desfrutará de momentos deliciosos (ainda que um pouco sujos) e eternos.

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