Royal Merchant: a história de um dos mais valiosos naufrágios do mundo

Por volta do início de 1600, a Inglaterra estava em paz com boa parte da Europa. Nessa época de boas relações, o capitão John Limbrey e sua embarcação, o navio mercante inglês Royal Merchant, foram contratados pelos espanhóis para transportar joias, prata e ouro do Novo Mundo para a Espanha. Porém, os negócios bem-sucedidos não deram uma boa sorte para o capitão.

A boa notícia e o infortúnio

(Fonte: Could That Be True/ Reprodução)(Fonte: Could That Be True/ Reprodução)

Em sua última viagem pelo Atlântico, em 1641, o Royal Merchant teve um vazamento. Com isso, foi levado para a cidade espanhola de Cádiz para reparos. Enquanto estava ancorado na região, um incêndio acabou consumindo um navio vizinho que havia sido contratado para levar prata e ouro para a Antuérpia.

Limbrey, que recebeu 10 mil libras pela viagem inicial, ofereceu-se para levar o carregamento de metais preciosos do navio destruído aumentando seus lucros. Então, ao zarpar, o Royal contava com uma carga de 500 mil moedas, 400 barras de prata, muitas joias e 45 toneladas de ouro. Todo esses metais e pedras preciosas valeriam atualmente mais de 1 bilhão de libras.

(Fonte: Pixabay/ Reprodução)(Fonte: Pixabay/ Reprodução)

Mas em 23 de setembro de 1641, próximo ao Canal da Mancha, pelo mau tempo, o desastre aconteceu. Com as bombas quebradas, a água logo começou a entrar no Royal Merchant, sendo impossível salvar o navio.

Relatos apontam que Limbrey ainda quis permanecer no navio, já que não pretendia perder o pagamento pelos serviços de vários anos prestados à Espanha. Desistiu da ideia e disparou o canhão para alertar o Dover Merchant, navio irmão do Royal que fazia a mesma rota. Resgatado pelo Dover, Limbrey foi o último homem vivo a deixar o Royal, mas cerca de 18 morreram na tragédia.

Do real para a ficção

Outer Banks, a série da Netflix, também tem o seu Royal Merchant. Talvez, tenha ficado mais famoso do que o original, já que além do tesouro, tem a Cruz de Santo Domingo, com 2,1 metros, toda folheada a ouro, incrustada com diamantes e joias. 

Hoje, existe uma preocupação crescente entre grupos de preservação e arqueólogos marinhos em relação ao aumento dos aventureiros em busca de tesouros perdidos no fundo mar. Apesar dos milhares de navios afundados, são poucos os que têm algo de valioso como o Royal Merchant, que segue desaparecido.

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