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7 organizações criminosas criadas com boas intenções

Quando o assunto são organizações criminosas, não dá para esperar muitas boas ações delas. Afinal, não é para isso que elas existem, né? Contudo, a realidade é que muitos desses grupos fora da lei tinham objetivos muito nobres quando foram criados. Até que, em algum momento, eles mudaram de ideia e enveredaram pelo caminho do crime.

Pois é... No post a seguir, a gente mostra algumas das mudanças mais impressionantes.

1. Yakuza

Não é possível afirmar, com certeza, como a máfia japonesa nasceu. Porém, uma das histórias mais prováveis diz que o grupo nasceu no século XVII para proteger as vilas de criminosos. Até que eles próprios se tornaram os criminosos. 

É verdade que, nas últimas décadas, a Yakuza diminuiu os crimes violentos e voltou a trabalhar por boas causas. Mas, ainda assim, merecem lugar nessa lista de "grupos que se desviaram".

Imagem: Jogazera/ReproduçãoImagem: Jogazera/Reprodução

2. Máfia italiana

Outra máfia que surgiu com boas intenções é a clássica italiana, que tantas vezes vimos nos filmes. Diz a lenda que ela surgiu no século XIX, quando a Sicília estava sendo invadida, para proteger os cidadãos. O grupo era bonzinho e protegia as pessoas... Até que eles começaram a cobrar por esse "cuidado".

Quando a Sicília se tornou parte da Itália, o governo central pediu ajuda aos mafiosos para controlar certos grupos criminosos — e deixou que eles continuassem extorquindo as pessoas por proteção. Era para ser um acordo temporário, porém foi a oportunidade para que o grupo precisava para entrar na política e economia do país, se tornando a máfia que conhecemos.

Imagem: Observatório do Cinema/ReproduçãoImagem: Observatório do Cinema/Reprodução

3. Latin Kings

Entre os anos 1950 e 1960, alguns grupos se formaram nas ruas de Chicago, para se proteger do racismo, que era ainda pior na época. Em 1964, dois desses grupos — MarKings e Imperials — decidiram se unir, formando os Latin Kings. A ideia era juntar forças para lutar contra racistas e até contra policiais que eram violentos com os latinos.

O problema é que, ao longo dos anos, o grupo começou a juntar muita gente — inclusive de fora da comunidade latina —  e precisar de mais dinheiro para financiar suas atividades. Assim, o grupo passou a vender drogas e cometer outros crimes para conseguir essa grana. 

Imagem: Vox/ReproduçãoImagem: Vox/Reprodução

4. MS-13

Esse grupo tem uma história semelhante: ele foi formado por imigrantes salvadorenhos em Los Angeles, nos anos 1980, para se proteger de gangues violentas da cidade. Até aí, tudo bem. O problema começou quando alguns grupos se envolveram em batalhas violentas com rivais — e acabaram sendo presos por isso.

Na prisão, esses membros do MS-13 se uniram a outros imigrantes latinos e criaram grupos na prisão. A partir daí, a organização começou a ficar conhecida por sua violência. Também nessa época, facções do MS-13 começaram a se formar em El Salvador, Honduras e Guatemala, com associações ao tráfico de drogas e outros crimes. 

Imagem: BlendUp/ReproduçãoImagem: BlendUp/Reprodução

5. ÑETA

Diferente do MS-13, o ÑETA já nasceu na cadeia, quando presos políticos se uniram para lutar contra a violência dos carcereiros e de outras gangues. Mais prisioneiros que sofriam com isso se uniram ao grupo, tornando-o cada vez mais poderosos — mas ainda sem se desviar do seu ideal de proteção mútua.

As coisas saíram do controle quando os carcereiros se uniram a uma das gangues, o G27, para matar o líder do ÑETA. Para se vingar, o grupo matou o líder do H27 e mandou partes do corpo para membros de sua família. A partir daí, o ÑETA se tornou outra gangue das prisões. 

Imagem: Emiliano Bar/UnsplashImagem: Emiliano Bar/Unsplash

6. Tong

Os grupos Tong surgiram na China, no século XVII, como uma organização de proteção e de atuação política regional. Ela chegou aos Estados Unidos com os primeiros imigrantes e servia para protegê-los do racismo que sofriam. Com o passar do tempo, o grupo começou a vender ópio, gerenciar redes de prostituição e cobrar por proteção.

Quando as atividades criminosas começaram, os grupos se dividiram entre várias facções — o que gerou violentas "guerras Tong" nos EUA, entre o final do século XIX e início do XX. 

Imagem: South China Morning Post/ReproduçãoImagem: South China Morning Post/Reprodução

7. Piratas da Somália

No começo dos anos 1990, a Somália passava por uma grave crise política, sem governo para proteger os mares do país. Isso permitiu que navios estrangeiros fizessem a festa, pescando a vontade e agredindo os pescadores somalis que tentavam ganhar a vida por lá. 

Então, esses pescadores se uniram para combater os navios estrangeiros e cobrar pesadas multas de quem estivesse trabalhando ilegalmente nas águas da Somália. O problema é que os justiceiros gostaram da brincadeira e estão lá até hoje, sequestrando diversos barcos que passem pelas águas do país. Muitos dos piratas atuais nem são pescadores. 

Imagem: The Conversation/ReproduçãoImagem: The Conversation/Reprodução

Então, é como diz o ditado: "de boas intenções, o inferno está cheio". Se você tem mais algum exemplo para enriquecer essa lista, deixe seu comentário.

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