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6 fatos sobre Cristóvão Colombo que não são contados nos livros

Cristóvão Colombo (1451-1506), considerado o verdadeiro "descobridor" da América graças às icônicas viagens de 1492, é uma das figuras mais importantes relacionadas ao início da colonização no continente. Porém, muitos fatos sobre o explorador seguem apagados dos principais livros de história, e sua personalidade tirânica responsável pelo genocídio indígena em terras latinas gerou, com o tempo, sérios problemas para quem financiava suas expedições, além de outras consequências sociais graves.

Conheça agora alguns fatos sobre Cristóvão Colombo que passaram batidos enquanto estudávamos sobre o processo de ocupação europeia em nosso continente.

1. O "descobridor" que nunca pisou na América do Norte

(Fonte: Architect of the Capitol / Reprodução)(Fonte: Architect of the Capitol / Reprodução)

Cristóvão Colombo nunca pisou em solo continental norte-americano. Durante parte de sua vida, o navegador acreditava ter desembarcado em alguma região da Ásia, mas na verdade ele havia alcançado as Bahamas, no mar do Caribe, explorando outras ilhas no entorno. O genovês morreu sem sequer saber o significado real de suas viagens.

2. Prisão por tirania

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Relacionado ao genocídio do povo indígena e ao início do processo de escravidão na América, Colombo também enfrentou problemas causados por sua personalidade tirânica na Espanha. Quando o rei Fernando II de Aragão e a rainha Isabel souberam das atrocidades que o navegador vinha cometendo no Novo Mundo, um comissário real foi enviado para prender Colombo em 1500. Capturado e levado de volta para seu país natal, o explorador foi oficialmente destituído de seu cargo e levado para a prisão.

3. Restos mortais desaparecidos

(Fonte: Alamy / Reprodução)(Fonte: Alamy / Reprodução)

Morto em meados de 1506, Cristóvão Colombo segue com seus restos mortais desaparecidos até hoje. Ao ser transferido de Valladolid para Sevilha, na Espanha, foi solicitado por sua nora que o corpo fosse enterrado ao lado do filho, Diego, em uma catedral em Santo Domingo, na República Dominicana. 

Quase três séculos depois, com a chegada dos franceses na região caribenha, os restos mortais de Colombo foram devolvidos à Sevilha, até que uma descoberta na Catedral de Santo Domingo, em 1877, com o nome de Colombo em uma tumba, sugeriu que os restos do explorador podem não ter sofrido o mesmo destino que as lendas contaram. Até hoje essa história segue inconclusiva.

4. Rejeição internacional

(Fonte: Wikipedia / Reprodução)(Fonte: Wikipedia / Reprodução)

Antes de ter sua viagem financiada pelo rei da Espanha, Fernando II, Colombo sofreu uma ampla rejeição por parte da Inglaterra e França enquanto tentava convencer os conselheiros locais sobre a importância de uma expedição para além-mar. A justificativa das autoridades era que a viagem seria um desperdício de dinheiro, acusando o explorador de ter se equivocado em seus cálculos sobre a rota e circunferência da Terra.

5. Um defunto problemático

(Fonte: AP / Reprodução)(Fonte: AP / Reprodução)

Conhecido por ter causado muitos problemas em vida, o navegador italiano também deu dores de cabeça após ser declarado morto. Isso ocorreu porque a destituição e consequente prisão por tirania trouxeram sérios prejuízos para os herdeiros de Colombo, que posteriormente entraram em batalhas legais contra o rei e o acusaram de não ter cumprido acordos de lucros acertados antes da viagem do explorador. E apesar de muitos imbróglios terem se resolvido nos anos seguintes, boa parte deles permaneceram arquivados até o 300º aniversário da expedição.

6. Feriado nacional de Colombo

(Fonte: Flickr / Reprodução)(Fonte: Flickr / Reprodução)

Para celebrar as viagens de Colombo à América, diversos povos pelo mundo celebram o Dia de Colombo — ou Dia da Hispanidade — na segunda semana de outubro. O feriado existe desde 1937 após uma operação conjunta formalizada entre os católicos romanos ítalo-americanos. Atualmente, grupos abolicionistas e anticolonialistas pressionam pela extinção da data, indicando que ela "representa a violenta história da colonização no hemisfério ocidental".

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