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6 livros que foram queimados pelo regime nazista

Conhecido como Bücherverbrennung, a queima de livros na Alemanha nazista culminou na destruição completa de mais de 25 mil livros entre 10 de maio e 21 de junho de 1933, pouco antes da consolidação de Hitler como líder do Reich. O projeto incinerador do regime visava purificar a nação de conteúdos que pudessem "alienar" o povo, evitando alguns temas, como comunismo, questionamento de superioridade racial ou imperialismo, além de textos publicados por ou com menções a judeus, bem como vários outros considerados como ameaças.

Conheça abaixo alguns dos principais livros queimados pelos nazistas.

1. História Universal, de H. G. Wells

(Fonte: Márcio Pinho / Reprodução)(Fonte: Márcio Pinho / Reprodução)

Lançando originalmente em 1919 e contendo um total de quase 1,3 mil páginas sobre toda a vida humana na Terra, História Universal, de H. G. Wells, foi uma represália às obras incompletas de história, reservando espaço para discorrer sobre "inteligência livre" em meio às conquistas civilizatórias. A obra foi banida pelos alemães por revelar discursos de superioridade racial e social, chegando até mesmo a desafiar as autoridades que operam com ares supremacistas.

2. A Metamorfose, de Franz Kafka

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Além de ter sido escrito por um judeu, A Metamorfose, de Franz Kafka, tece severas críticas sobre a alienação social, estimulando a quebra de preceitos individuais e estruturas e, especialmente, motivando ideias sobre a efemeridade dos relacionamentos. Assim, o texto foi visto como um atentado ao ideal comunitário e às questões de superioridade social, provocando confronto por meio de mensagens provocativas e cheias de subjetividades.

3. Coração das Trevas, de Joseph Conrad

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

O magnum opus de Joseph Conrad, Coração das Trevas, é considerado um clássico moderno ao relatar fatos sobre o período de colonização europeia nas terras africanas. Publicado em 1899, o livro conta a história de rivalidade comercial e territorial entre o capitão Charles Marlow e o misterioso Sr. Kurtz, explorador e manipulador de nativos no Congo que se torna uma espécie de divindade e mascara um estupro velado por meio de práticas genocidas.

4. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

(Fonte: Abril / Reprodução)(Fonte: Abril / Reprodução)

Além de apresentar uma série de mecanismos tecnológicos que certamente fizeram Hitler sentir um pouco de inveja, Admirável Mundo Novo, ficção distópica de Aldous Huxley, provocou os nazistas ao satirizar a arrogância dos alemães e citar uma sociedade hipotética onde habitam os horrores da existência, tudo baseado em fraquezas como envelhecimento, multilinguismo e religião.

5. Manifesto Comunista, de Marx e Engels

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

O Manifesto Comunista, de Marx e Engels, foi um dos maiores rivais culturais do regime de Hitler, sendo um desafeto político e pessoal para o governo dele. Apesar das linhas defenderem doutrinas relativamente semelhantes em relação a princípios econômicos, os lados se provaram como contraponto em aspectos sociais, discordando de teorias antissemitas, participação coletiva no desenvolvimento da civilização, luta de classes e direitos para os trabalhadores, além de outras teses relevantes.

6. Sem Novidade no Front, de Erich Remarque 

(Fonte: Universal Studios / Reprodução)(Fonte: Universal Studios / Reprodução)

Escrito pelo veterano de guerra Erich Maria Remarque, Sem Novidade no Front é um relato aprofundado sobre o estresse pós-traumático da guerra. Na trama documental, são destacadas as condições físicas e mentais que os soldados alemães eram condicionados durante a Primeira Guerra Mundial, evidenciando comportamentos e iniciativas desumanas que comprometeram o exército, o conflito e o pensamento de Hitler sobre o livro.

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