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A inspiração por trás das bugigangas de Q para James Bond

Pouca gente sabe, mas James Bond não foi criado diretamente para as telas de cinema. Embora seja muito famoso nas telonas, o espião conhecido como 007 fez sua estreia em um livro chamado Casino Royale, escrito pelo autor Ian Fleming e publicado em abril de 1953.

O que ainda menos gente sabe é que Fleming se inspirou em suas próprias experiências como militar para criar todo o ambiente da franquia de espionagem, que até hoje é uma das mais populares dos cinemas. Mas se o autor se inspirou em experiências pessoais para criar a saga, isto significa que existe mesmo um setor do serviço secreto dedicado a criar todo tipo de bugiganga para os espiões ingleses?

As inspirações dos personagens de James Bond

007 - Operação Skyfall (2012). (Fonte: MGM/Reprodução)007 - Operação Skyfall (2012). (Fonte: MGM/Reprodução)

Quando serviu na Segunda Guerra Mundial, Fleming conheceu uma porção de pessoas que viriam a servir como base para a criação de diversos de seus personagens. A começar pelo próprio 007: James Bond foi inspirado em ninguém menos do que o próprio autor do livro, que se baseou em sua própria personalidade e gostos pessoais para criar o espião — que também tem alguns traços do espião canadense William Stephenson e do agente triplo Dusko Popov.

Já M, o chefe do espião 007 e diretor do MI6, foi baseado no Almirante John Godfrey, que atuou como comandante do escritor no setor de Inteligência Naval. O uso de apenas uma letra como identificação foi inspirado em Mansfield Smith-Cumming, o primeiro diretor do Secret Intelligence Service (mais conhecido como MI6). Na época, ele assinava todos os documentos com um simples "C".

Agora que estabelecemos que pessoas reais serviram de inspiração para vários dos principais personagens da história, surge a dúvida: quem serviu de base para a criação de Q, o gênio e a mente por trás dos apetrechos usados por Bond nos filmes?

Quem é Q na vida real?

Charles Fraser-Smith. (Fonte: David O'Neil/Mail On Sunday/Shutterstock)Charles Fraser-Smith. (Fonte: David O'Neil/Mail On Sunday/Shutterstock)

Diferente do que é visto nas telonas, o Q dos livros não era uma pessoa específica. Na realidade, Q era um Departamento do serviço secreto na obra de Fleming, que teria usado a palavra "Quartermaster" na hora de bolar um nome para a área fictícia, responsável pelas invenções malucas usadas pelos espiões do MI6. Ainda assim, por mais que nos livros não exista apenas um personagem identificado como Q, acredita-se que a inspiração do autor para a invenção do Departamento Q tenha vindo, na verdade, de duas pessoas distintas.

A primeira delas teria sido Christopher Clayton Hutton, também conhecido como Clutty. Ele serviu na Primeira Guerra Mundial e acabou se alistando novamente quando a Segunda Guerra estourou. Descrito por seus oficiais como um sujeito "excêntrico", Clutty era responsável pela criação de equipamentos usados pelos Aliados.

O segundo potencial candidato foi um homem chamado Charles Fraser-Smith, que chegou a trabalhar por um tempo com o autor. Embora fosse apresentado como um profissional da indústria têxtil, Fraser-Smith era responsável por bolar equipamentos para a Special Operations Executive (SOE). Ele até nomeava suas traquitanas como "dispositivos Q", o que reforça ainda mais a hipótese de que Fraser-Smith era mesmo uma das inspirações para o Departamento Q.

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