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Por que 18 de abril é o Dia Nacional do Livro Infantil?

Ler é um hábito que as pessoas cultivam ao longo da vida e desde cedo somos incentivados a mergulhar em diversas aventuras através das páginas de um livro. O que muitos talvez não saibam é que o mês de abril guarda uma data dedicada a isso: 18 de abril, quando comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil.

Porém, por que escolheram essa data para a celebração e quais as motivações por trás dela? Se essas perguntas passaram pela sua cabeça, as respostas estão nas linhas a seguir.

A história por trás do Dia Nacional do Livro Infantil

Não há dúvidas que o Dia Nacional do Livro Infantil surgiu como um reconhecimento à importância da leitura entre os pequenos, algo que é carregado para a vida toda.

A quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro em 2021, revelou que o brasileiro tem uma média anual de apenas 4,96 livros lidos por habitante. Um dado curioso é que apenas 2,43 desses livros foram realmente consumidos do início ao fim — o que é um número bem baixo perto de outras médias mundiais (Finlândia, Canadá e Coreia têm 14 livros, 12 livros e 10 livros lidos por ano, em média, por pessoa, respectivamente).

(Fonte: GettyImages/Reprodução)(Fonte: GettyImages/Reprodução)

Por ser uma fonte de estímulo à criatividade, foi definido em 2002 a criação do Dia Nacional do Livro Infantil e a data para isso é bem propícia: no dia 18 de abril de 1882 nascia Monteiro Lobato, um dos pioneiros a dedicar-se à criação de livros e histórias totalmente voltadas para crianças (sendo Sítio do Picapau Amarelo uma de suas principais obras).

Por conta dessa importância, Monteiro Lobato também é considerado o pai da literatura infantojuvenil e responsável por dar vida não apenas a personagens que habitam o imaginário de muitas crianças (e até mesmo alguns adultos!), mas também contribuir para a aproximação do público com as bases nacionais, entre elas o folclore (Saci e Cuca, por exemplo, são personagens recorrentes nas histórias escritas por ele).

Aliás, um detalhe que vale ser mencionado: a primeira obra de Monteiro Lobato foi A menina do narizinho arrebitado, publicada em 1920 e trazia Narizinho, a neta de Dona Benta, como protagonista, o que viria a se repetir nas 23 histórias que depois iriam integrar o universo de O Sítio do Picapau Amarelo.

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