O jogo de futebol mais bizarro da história: a epopeia por gols contra de Barbados x Granada

14/05/2024 às 20:002 min de leituraAtualizado em 14/05/2024 às 20:00

Aqui no Brasil, há um famoso ditado que diz que "o futebol é uma caixinha de surpresas". E o futebol é, de fato, um esporte com histórias incríveis, sendo algumas, às vezes, bastante bizarras. Mas a história mais louca aconteceu em um confronto entre as seleções de Barbados e Granada, durante a Copa do Caribe de 1994.

O torneio, organizado pela União Caribenha de Futebol, tinha suas próprias peculiaridades. Com equipes não tão tradicionais e um sistema de classificação complexo, cada partida era crucial. 

Além disso, nenhum jogo poderia terminar empatado. Caso isso ocorresse, o jogo iria para uma prorrogação com duração de 30 minutos. E essa prorrogação ainda tinha uma regra bizarra, como logo você vai descobrir. 

Foi nesse cenário que as duas seleções se enfrentaram em um confronto que entraria para a história.

Estratégia ousada

Jogador de Barbados chuta contra o próprio gol. (Fonte: Nubecielo, YouTube/ Reprodução)
Jogador de Barbados chuta contra o próprio gol. (Fonte: Nubecielo, YouTube / Reprodução)

No final da fase de grupos, Barbados precisava de uma vitória por dois gols de diferença contra Granada para avançar para a próxima fase. Parecia uma tarefa difícil, mas Barbados conseguiu marcar dois gols e estava prestes a garantir a classificação. No entanto, faltando cerca de 10 minutos para acabar o jogo, Granada marcou um gol, colocando em risco a esperança de Barbados.

Foi então que Kevin Millard, o técnico de Barbados, teve uma ideia ousada. Ele percebeu uma brecha nas regras do torneio: se o jogo terminasse empatado, iria para a prorrogação, onde um gol valeria por dois. É isso mesmo que você leu.

De acordo com o regulamento, caso a partida fosse para a prorrogação, o gol valeria em dobro. Dessa forma, se, por exemplo, o placar ao final do tempo regulamentar fosse 0 x 0, o time que marcasse na prorrogação venceria por 2 x 0. 

Para completar, ainda havia o controverso Golden Gol (Gol de Ouro, em português), que era literalmente "quem fizer o primeiro gol, vence"

Seguindo essa lógica, Millard pensou que, se o jogo fosse para a prorrogação e eles marcassem o gol, venceriam por 4 x 2, conseguindo assim a tão sonhada classificação.

Com isso em mente, o técnico ordenou que sua equipe fizesse um gol contra. Assim, Barbados fez o gol e deixou o placar em 2 x 2, o que transformou o jogo numa loucura.

Momento caótico

O que se seguiu foi um verdadeiro caos. Granada percebeu a estratégia de Barbados e também começou a atacar o próprio gol, numa tentativa desesperada de evitar a prorrogação. Enquanto isso, os jogadores de Barbados se dividiram entre defender sua própria meta e a meta de Granada, criando uma cena surreal e hilária.

No final, Barbados conseguiu levar o jogo para a prorrogação, onde marcou o gol decisivo, garantindo assim sua vaga na próxima fase

A estratégia astuta de Barbados deixou Granada perplexa e indignada, com seu técnico descrevendo a situação como um verdadeiro absurdo, uma insanidade por parte de quem criou aquele regulamento.

O que torna esse jogo tão especial é a combinação de elementos improváveis: as regras excêntricas do torneio, a astúcia tática (e um pouco antiética) de um técnico e o caos que se seguiu em campo. 

Para Barbados, essa partida não será esquecida tão cedo, garantindo seu lugar na história do esporte como protagonista do jogo mais bizarro já visto nos gramados.

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