Túmulo de “criança vampira” é encontrado em antigo cemitério romano
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Túmulo de “criança vampira” é encontrado em antigo cemitério romano

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Se você tivesse que chutar desde quando as lendas sobre a existência de vampiros circulam por aí, o que você palpitaria? Que essas histórias existem desde a época de Bram Stoker, o novelista por trás do romance “Drácula”, publicado no final do século 19? Ou talvez que elas sejam da época de Vlad, o Empalador, o monarca romeno que tocou o terror durante o século 15 e que teria servido de inspiração para a criação do vampiro mais famoso da ficção?

Pois, a julgar pelo sinistro túmulo que foi descoberto por um grupo de arqueólogos em um antigo cemitério romano em Lugnano, na Itália, os rumores sobre a existência dessas criaturas circulam há muito, muito mais tempo. O local em questão data do século 5 e era usado para o sepultamento de bebês, natimortos e criancinhas pequeninas. No entanto, entre as tumbas situadas nesse lúgubre lugar, os pesquisadores encontraram a tumba de uma “criança vampira”.

Cemitério dos Bebês

Mais especificamente, o time — formado por arqueólogos da Universidade do Arizona e de Stanford, ambas dos EUA — encontrou o suposto vampirinho em um cemitério conhecido como La Necropoli dei Bambini ou O Cemitério dos Bebês em tradução livre.

Cemitério dos BebêsArqueólogos trabalhando na La Necropoli dei Bambini (Universidade do Arizona/Universidade de Stanford/David Pickel)

Esse lugar por si só é considerado bem bizarro pelos pesquisadores, uma vez que, além de esqueletos de crianças, já foram encontrados patas de corvos, ossos de sapo e pequenos recipientes de cobre contendo as cinzas e corpos de filhotes de animais sacrificados, artefatos tradicionalmente relacionados com a prática de rituais de bruxaria.

Ademais, em escavações anteriores, os arqueólogos descobriram o esqueleto de uma garotinha de 3 anos de idade que foi sepultada com pedras posicionadas sobre as mãos e os pés, presumivelmente para prevenir que ela saísse de sua tumba. Pois é, caro leitor, nós dissemos que o lugar era sinistro... Aliás, você não acha que ele daria um cenário perfeito ou poderia ser usado como inspiração para um filme de terror?

Descobertas

O esqueleto encontrado agora pelos arqueólogos é de uma criança de mais ou menos 10 anos, o que já é bastante estranho, uma vez que se trata de alguém com mais idade do que a “população” habitual do cemitério. Mas, o mais esquisito mesmo foi que os pesquisadores descobriram que a criança foi sepultada com uma enorme pedra em sua boca, algo que tradicionalmente era feito em casos de suspeita de que o defunto fosse um vampiro.

Esqueleto de criançaEsqueleto da "criança vampira" (Universidade do Arizona/Universidade de Stanford/David Pickel)

Além disso, segundo os arqueólogos, a criança foi encontrada em uma tumba formada por duas lajes de pedra apoiadas uma na outra formando uma espécie de “telhadinho” triangular, em um estilo de sepultura conhecido como alla cappucina ou, ainda, tombe cappuccio dei frati, termos que podem ser traduzidos como “tumba capuz de frade”. Sobre a pedra descoberta com o esqueleto, os arqueólogos encontraram sinais na superfície do objeto indicando que ele foi forçado no interior da boca da criança.

Segundo levantaram os pesquisadores, o cemitério abriga mais de 50 corpos e exames de DNA conduzidos nos esqueletos revelaram que muitas das crianças morreram vítimas de malária. A “criança vampira” encontrada agora não foi submetida aos testes ainda, mas os cientistas encontraram vestígios — um abcesso no maxilar — de que essa também parece ter sido a doença que causou o seu falecimento.

Crânio humanoForçaram uma pedra em sua boca (Universidade do Arizona/Universidade de Stanford/David Pickel)

Não é segredo que os antigos romanos eram pra lá de supersticiosos e tinham o costume de praticar rituais, incluindo os de proteção e para afastar os maus espíritos. No entanto, segundo os arqueólogos, as descobertas no Cemitério dos Bebês são bastante incomuns — e a desta criança de 10 anos é ainda mais estranha, além de extremamente macabra. E você, caro leitor, o que acha?

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