Veja todo o esplendor da tumba de Tutankamon após 9 anos de restauração
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Veja todo o esplendor da tumba de Tutankamon após 9 anos de restauração

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A magnífica tumba de Tutankamon, monarca egípcio que, segundo os estudiosos, herdou o trono por volta do ano 1332 a.C., quando tinha 9 anos de idade, e faleceu prematuramente com apenas 19, foi descoberta pelo arqueólogo britânico Howard Carter em  1922 e, de lá para cá, o jovem rei se tornou um dos mais ilustres faraós do Antigo Egito.

(BBC/Reuters)

Carter, como você já deve saber, encontrou a tumba praticamente intocada e a câmara mortuária de Tutankamon milagrosamente selada após 3 mil anos – e, em seu interior, além da múmia do faraó no interior de 3 sarcófagos (o último deles, feito de ouro), o britânico se deparou com uma vasta variedade de artefatos.

Tumba VIP

A extraordinária descoberta foi tão celebrada que não demorou para que “Tut” se transformasse em uma estrela da arqueologia e, no final da década de 80, a sua tumba recebia em média 4 mil visitantes por dia! E você sabe o estrago que turistas – especialmente os mal-educados – podem fazer, não é mesmo?

(History/Getty Trust/J. Paul)

Pois é, caro leitor, além de danos propositais causados por alguns espíritos de porco – que fizeram rabiscos nas paredes da tumba –, a grande movimentação de pessoas resultou na transferência de material particulado e sujeira do exterior para o interior da câmara mortuária. Como se fosse pouco, a umidade dos corpos suarentos dos visitantes e o dióxido de carbono exalado por eles dentro do local só contribuíram para acelerar a deterioração da tumba e, ainda nos anos 80, cientistas identificaram o que parecia ser uma grave proliferação de fungos pelas paredes da tumba. Repare nos pontinhos marrons na imagem abaixo:

(BBC/Reuters)

Restauração minuciosa

Os trabalhos de restauração – conduzidos por especialistas do Instituto Getty de Conservação e do Ministério de Antiguidades do Egito – começaram em 2009 e, além de focarem na limpeza e recuperação das pinturas das paredes da tumba, os peritos realizaram uma série de estudos e tratamentos, ademais de implementar melhorias para que o local sofra um pouquinho menos com o fluxo de turistas.

(History/Getty Trust/J. Paul)

Os pesquisadores realizaram, por exemplo, testes químicos e exames de DNA em amostras dos tais fungos e compararam imagens atuais das paredes com as capturadas após a tumba ser descoberta, e constataram que os pontinhos não eram causados por fungos, mas sim por micróbios, e que a proliferação não só não avançou muito desde os anos 20, como nem está mais ativa. Aliás, os pesquisadores suspeitam que os microrganismos podem ter se espalhado pelo local por conta da forma como Tut foi sepultado.

(BBC/Reuters)

Enfim, como você pode perceber nas imagens, os pontinhos marrons não foram removidos das paredes. Isso se deve ao fato de os micróbios terem penetrado na superfície e, para não correr o risco de danificar as pinturas, os restauradores optaram por deixar as manchinhas como estão.

(History/Getty Trust/J. Paul)

Outra coisa: como a maior ameaça à tumba ainda são os turistas – o local não foi fechado para visitação durante os trabalhos e recebe entre 500 e mil pessoas ao dia –, para tentar frear os danos, os restauradores instalaram painéis diante das paredes para evitar que a sujeira se acumule sobre as pinturas, e sistemas de ventilação e filtragem do ar para prevenir os efeitos do pó e da umidade. Veja mais imagens do interior da tumba do faraó:

(History/Getty Trust/J. Paul)

(BBC/AFP)

(BBC/Reuters)

(BBC/AFP)

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